- O esquema do Banco Master não é de esquerda nem de direita, mas gerou debate nas redes sobre de quem foi a responsabilidade.
- O banco cresceu entre 2019 e 2023 com base em uma brecha do Fundo Garantidor de Créditos, permitindo captar recursos com juros acima da média e propaganda de garantia pelo fundo.
- Investigações apontam desvios por meio de fundos, manipulação de precatórios, compra e venda de carteiras e operações de crédito consideradas criminosas.
- Foi identificado o favorecimento pelo Master por meio dacooptação de dois servidores do Banco Central, incluindo um ex-diretor de Fiscalização.
- Parlamentares do Centrão chegaram a tentar beneficiar o Master no Congresso, mas as propostas foram derrubadas após pressão da imprensa e da opinião pública.
O esquema envolvendo o Banco Master não pode ser associado a uma orientação ideológica específica. Embora a atuação tenha se intensificado sob governos distintos, não há confirmação de envolvimento direto de administrações de Jair Bolsonaro ou de Luiz Inácio Lula da Silva. As suspeitas apontam para desvios de recursos e manobras que vão além de alinhamentos políticos.
Entre 2019 e 2023, o crescimento do Master ganhou impulso por meio de uma brecha no Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A legislação permitia captar recursos com juros acima da média, com propaganda de garantia pelo fundo, o que trouxe bilhões ao banco anualmente. A prática levantou questionamentos sobre a supervisão.
A apuração indica desvios de recursos por meio de fundos, manipulação de precatórios, venda de carteiras problemáticas e aquisições com operações questionáveis. Também houve cooptação de servidores do Banco Central, enfraquecendo a fiscalização, segundo investigações. Nesse contexto, a atuação regulatória foi alvo de escrutínio.
Paralelamente, o Master teria utilizado consultorias e patrocínios para manter relações com o meio político de Brasília, buscando apoio para eventual salvaguarda. Houve relatos de tentativas de obtenção de apoio legislativo por meio de integrantes de partidos do Centrão, mas essas propostas foram contestadas pela imprensa e pela opinião pública.
Contexto regulatório e desdobramentos
O caso envolve ainda estratégias de negócios que contornavam regras do setor financeiro, segundo as investigações. Os investigadores apontam que as operações do Master poderiam visar retorno financeiro superior aos encargos pagos, o que não se confirmou de forma sustentável nos levantamentos iniciais.
Desfechos e medidas
Não houve confirmação de intervenção direta de governos específicos para favorecer o banco. As autoridades e órgãos de fiscalização seguem revisando as práticas, com vistas a esclarecer os roteiros de captação, uso de recursos e possíveis irregularidades.
A cobertura pública enfatiza a importância de apurar responsabilidades sem reduzir o tema a disputas partidárias. O objetivo é esclarecer como se deu o funcionamento do esquema e quais providências tomar para evitar novas ocorrências no sistema financeiro.
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