- O fim da escala 6×1 é debatido no Congresso e deve impactar principalmente os setores de transporte aéreo e hospedagem no Brasil.
- A escala 6×1 atinge quinze milhões de trabalhadores com carteira assinada, quase um terço do total, segundo o Ministério do Trabalho.
- Governo mapeou a jornada com base em dados de dezembro de dois mil e vinte e cinco de quarenta e sete vírgula sete milhões de profissionais registrados no eSocial.
- O transporte aéreo lidera o impacto, com cinquenta e três vírgula dois por cento dos trabalhadores formais da área em 6×1; alojamento, alimentação e comércio aparecem logo em seguida.
- Para alojamento, alimentação e comércio, as respectivas médias são: cinquenta e dois por cento, quarenta e sete vírgula um por cento e quarenta e dois vírgula dois por cento.
O fim da escala 6×1 de trabalho, em discussão no Congresso, pode afetar principalmente os setores de transporte aéreo e hospedagem no Brasil. A mudança envolve empresas que operam com seis dias de trabalho por um, seguido de folga.
Ao todo, a escala 6×1 atinge cerca de 15 milhões de trabalhadores com carteira assinada, o que representa quase um terço do total, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. Dados consideram apenas jornadas formais.
O governo mapeou a jornada com base em informações de 47,7 milhões de trabalhadores registrados no eSocial, e apenas os regime 5×2 e 6×1 foram analisados. Informais e trabalhadores em turnos prolongados ficaram de fora da estimativa.
Setores com maior impacto
O transporte aéreo lidera o ranking de profissionais afetados. Mais da metade dos empregados da área formalizados, 53,2%, trabalha seis dias para folgar um. A Latam tem histórico de cumprir a jornada 5×1, enquanto Gol e Azul mantêm a prática 6×1.
Alojamento, alimentação e comércio aparecem logo atrás. No turismo, 52% dos trabalhadores de hospedagem, 47,1% dos de alimentação e 42,2% do comércio estão em 6×1. O ritmo de trabalho elevado pode impactar tarifas e serviços.
Para entidades do setor, é essencial um diálogo entre governo, empresários e trabalhadores para evitar aumento de custos. Pequenos empreendedores podem sentir maior impacto financeiro com a necessidade de ampliar equipes.
Setores com menor impacto
Indústrias de petróleo e extrativas registram entre 38% e 39,8% de CLTs em 6×1. Máquinas, agropecuária e resíduos ficam em torno de 36% a 37%. Transformação e serviços estão próximas de 30% dos trabalhadores formais nessa jornada.
Construção civil e energia apresentam as menores taxas. Construção tem 29,1% e eletricidade/gás fica em 11,8%. Esses patamares revelam variações setoriais relevantes na adoção da escala.
Profissões mais afetadas
Vendedores e prestadores de serviços do comércio respondem por 44,9% de trabalhadores nessa escala. Atendentes de público aparecem em segundo lugar, com 43,2%. Na sequência, fabricantes de alimentos, bebidas e fumo somam 43,16%.
Essas tendências evidenciam o peso da 6×1 entre setores de serviço e comércio, com efeitos diretos sobre jornadas, salários e custos operacionais.
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