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Flávio analisa reajuste de gastos sociais pela inflação e privatizações

Equipe econômica de Flávio Bolsonaro avalia reajuste pela inflação de gastos sociais e privatizações, com economia estimada em dois por cento do PIB, dependente de PECs

Equipe de Flávio Bolsonaro estuda ajuste que limita aposentadorias e gastos sociais à inflação - (crédito: Andressa Anholete/Agência Senado)
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  • A equipe econômica do pré-candidato Flávio Bolsonaro avalia um ajuste fiscal que corrige aposentadorias, saúde e educação apenas pela inflação, com possível economia de cerca de 2% do PIB.
  • O plano ainda não foi oficializado e a divulgação foi adiada por estratégia política, por receio de críticas, especialmente de Lula, e a possibilidade de ser visto como redução de direitos sociais.
  • Entre as medidas está desvincular os pisos constitucionais de saúde e educação, permitindo reajustes apenas pela inflação, sem ganho real.
  • Também há ideia de separar reajustes do salário mínimo para trabalhadores da ativa dos valores de benefícios previdenciários e assistenciais, que passariam a ter reposição apenas pela inflação.
  • Além do ajuste, o grupo defende privatizações amplas, com venda de até 95% das estatais, e a revisão de reformas anteriores, como as trabalhista e da Previdência, para sustentar o modelo econômico a longo prazo.

A equipe econômica do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) avalia um pacote de ajuste fiscal que prevê a correção de aposentadorias e de gastos com saúde e educação apenas pela inflação. A proposta, ainda em estudo, é apresentada como medida para reduzir despesas obrigatórias e manter o equilíbrio das contas públicas.

Segundo aliados, a estimativa é de uma economia inicial de cerca de 2% do PIB. Ainda não houve apresentação oficial do plano, cuja divulgação foi adiada por estratégia política, diante do receio de críticas, especialmente do presidente Lula.

A prioridade inicial seria desvincular os pisos constitucionais de saúde e educação, permitindo reajustes apenas pela inflação, sem ganho real. Outra frente envolve mudanças na política de valorização do salário mínimo, com reposição inflacionária para benefícios previdenciários e assistenciais.

Medidas em estudo

Para viabilizar as mudanças, seriam necessárias propostas de emenda à Constituição (PECs) que demandam amplo apoio no Congresso Nacional. A equipe estima que uma vitória eleitoral fortaleça a base da direita para tramitar as propostas.

Aliados destacam que as medidas ajudariam a conter o crescimento das despesas obrigatórias e sinalizariam compromisso com o equilíbrio fiscal, potencialmente reduzindo a pressão sobre juros e a percepção de risco por investidores.

Privatizações e reformas

Além do ajuste, o pré-candidato já sinaliza um amplo programa de privatizações, com possibilidade de venda de até 95% das estatais. Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha, defende ainda a revisão de reformas anteriores, como a trabalhista e a da Previdência, para enfrentar dificuldades de sustentar o modelo econômico no longo prazo.

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