- Kevin Warsh, indicado pelo presidente Donald Trump para presidir o Federal Reserve, participou de audiência de confirmação no Senado, enfrentando perguntas sobre independência da instituição e possíveis pressões presidenciais; não detalhou a totalidade de sua fortuna.
- A senadora Elizabeth Warren criticou a divulgação financeira de Warsh como vaga e pediu mais transparência, levantando preocupações sobre ativos em instituições financeiras proibidas.
- Na declaração, Warsh revela ativos entre US$ 135 milhões e US$ 226 milhões, além de US$ 56 milhões a US$ 95 milhões da esposa, Jane Lauder; a Forbes aponta o patrimônio de Lauder em torno de US$ 2 bilhões.
- A maior parte da fortuna de Warsh está vinculada à Duquesne Family Office, com dois ativos de mais de US$ 50 milhões cada nos Juggernaut Fund, investimentos em startups e participações via entidades ligadas ao escritório Druckenmiller.
- Warsh já esteve próximo de presidir o Fed em 2017; se confirmado, deverá abrir mão de posições e vender a maioria dos investimentos em até 90 dias, incluindo ativos ligados a Druckenmiller e à Abstract Ventures.
Kevin Warsh, indicado por Donald Trump para chefiar o Federal Reserve, compareceu ao Comitê Bancário do Senado para confirmação. A audiência ocorreu na manhã de terça-feira, quando ele foi questionado sobre independência do Fed e pressões presidenciais. O tema central foi a transparência de sua fortuna.
Senadores democratas, liderados pela adversária de Warsh, Elizabeth Warren, contesta a divulgação financeira. Warren afirmou que o documento não revela ativos suficientes e levantou dúvidas sobre possíveis vínculos com instituições financeiras. Warsh afirmou que ativos seriam vendidos se confirmado.
A declaração financeira apresentada por Warsh aponta ativos entre US$ 135 milhões e US$ 226 milhões, e entre US$ 56 milhões e US$ 95 milhões pertencentes à sua esposa, Jane Lauder. A Forbes estima a riqueza da esposa em US$ 2 bilhões, parte relevante da Estée Lauder.
Powell, atual presidente do Fed, declarou patrimônio entre US$ 19 milhões e US$ 75 milhões no ano anterior, ficando atrás de Warsh por uma margem significativa. A comparação é repetida em entrevistas e análises sobre potencial liderança da instituição.
Grande parte da fortuna de Warsh está ligada à Duquesne Family Office, de Stanley Druckenmiller. Dois fundos Juggernaut Fund, L.P. aparecem entre seus maiores ativos, acima de US$ 50 milhões cada. Detalhes sobre o investimento não são totalmente públicos.
Entre os investimentos declarados, Warsh listou participações em startups e empresas privadas, incluindo a Databricks, Crusoe, Polymarket e SpaceX. Valores variam entre US$ 250 mil e US$ 500 mil, com possibilidade de evolução no tempo.
Fortunas e Possíveis Conflitos de Interesse
Warsh também registrou 72 entidades ligadas a Druckenmiller, com participações em empresas como Affirm, Chime e StubHub. Além disso, há passivos entre US$ 3 milhões e US$ 12 milhões, incluindo compromissos com oito dessas entidades.
Os bens conjugais incluem imóveis nos Estados Unidos, obras de arte e terrenos não desenvolvidos, somando dezenas de milhões de dólares. O casal atua em regiões como Palm Beach, Manhattan e East Hampton, com patrimônio significativo.
Warsh, natural de Albany, formou-se em Stanford e estudou Direito em Harvard. Ingressou no Morgan Stanley em 1995, atuou no governo de George W. Bush e participou de conselhos corporativos ao longo de duas décadas. A compatibilidade com o Fed é avaliada pelo Senado.
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