- A polícia da Coreia do Sul pediu mandado de prisão contra Bang Si-hyuk, presidente da Hybe, por suspeita de fraude no mercado de capitais ligada ao IPO da empresa.
- Segundo a investigação, investidores teriam sido induzidos a acreditar que não haveria listagem na bolsa, enquanto a operação era estruturada nos bastidores; um fundo de private equity ligado a parceiros de Bang comprou participações.
- Após o IPO, esse fundo vendeu as ações com valorização, e Bang teria recebido cerca de 30% dos lucros por meio de um acordo prévio, gerando ganhos ilícitos estimados em aproximadamente 190 bilhões de won.
- Bang nega as acusações; a defesa afirma cooperação total com as investigações e que continuará colaborando para esclarecer os fatos.
- O mercado reagiu com queda de 2,4% das ações da Hybe após a divulgação, em meio a preocupações sobre governança, enquanto a empresa se apoia no retorno do BTS aos palcos.
A polícia da Coreia do Sul pediu a prisão de Bang Si-hyuk, presidente da Hybe, por suspeita de fraude no mercado de capitais relacionada ao IPO da empresa. O mandado mira indícios de indução de investidores ao erro antes da abertura de capital. AHybe estreou na Kospi em 2020, impulsionada pelo sucesso global do BTS.
Segundo a investigação, executivos teriam levado investidores a vender ações a um fundo de private equity ligado a parceiros de Bang, após o IPO. O fundo vendeu as ações com valorização elevada, segundo a promotoria, e Bang teria recebido cerca de 30% dos lucros por meio de um acordo prévio, gerando ganhos ilícitos estimados em 190 bilhões de won.
Bang Si-hyuk nega as acusações. Em nota, a defesa afirma cooperação total com as investigações e que continuará colaborando para esclarecer os fatos. O caso já repercute no mercado: as ações da Hybe caíram 2,4% após a divulgação, diante de um pregão positivo do Kospi.
Contexto e impacto no mercado
A Hybe vive um momento estratégico, com o retorno do BTS aos palcos. A nova turnê global deve mobilizar bilhões de dólares e pode influenciar o valor de mercado da companhia, tornando o desfecho relevante para o setor de entretenimento e para o mercado financeiro da Ásia.
Envolvidos e próximos passos
Bang está proibido de deixar a Coreia do Sul desde agosto de 2025. A Promotoria do Distrito Sul de Seul analisa o pedido de prisão, e, se autorizado, o caso segue para decisão judicial em poucos dias. O endurecimento de regras contra manipulação de mercado no país acompanha o episódio.
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