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Fundos locais elevam aposta no real ao maior nível em dois anos

Fundos locais elevam exposição ao real ao maior nível em dois anos, impulsionados pela busca global por diversificação de portfólios

real — Foto: Getty Images
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  • Fundos locais elevaram a exposição ao real para o nível mais alto desde o início de dois mil e vinte e quatro, segundo dados da B3.
  • A posição líquida de investidores institucionais locais vendida em dólar contra o real passou de US$ 12 bilhões nos últimos dias, algo visto pela última vez em fevereiro de dois mil e vinte e quatro.
  • O movimento é puxado pela busca global por diversificação de portfólios, não apenas por fatores locais no Brasil.
  • O chefe de investimentos da Ace Capital, Fabricio Taschetto, afirma que a valorização do real este ano acompanha a de outras moedas, refletindo uma depreciação generalizada do dólar.
  • O artigo menciona ambientes de queda do dólar ligados a políticas do governo dos Estados Unidos durante o mandato de Donald Trump e eventos como a “Greenland scare” que atuaram como gatilhos.

Nem mesmo a incerteza gerada pelo conflito no Oriente Médio freou a diversificação de portfólios que tem beneficiado o real. Dados de câmbio com base na B3 apontam que a posição de investidores institucionais locais vendida em dólar contra o real atingiu, nos últimos dias, acima de US$ 12 bilhões, o maior nível desde o fim de fevereiro de 2024. Em janeiro, a posição ficava em torno de US$ 4,6 bilhões.

O movimento reflete um impulso de busca por ativos fora das economias norte-americanas. Analistas afirmam que o cenário global de diversificação pesa mais que fatores locais e favorece o avanço da exposição ao real entre fundos domésticos, independentemente de o arcabouço fiscal brasileiro estar sob avaliação.

Para o aconselhamento de investimentos, o chefe de investimentos da Ace Capital destaca que a valorização recente do real não representa uma superioridade frente aos pares, mas faz parte de uma tendência de fraca valorização do dólar frente a várias moedas. Em janeiro, a cautela sobre políticas norte-americanas intensificou o movimento de diversificação entre mercados globais.

Contexto global de diversificação

Segundo especialistas, a tendência de diversificação não depende apenas do Brasil. A procura por ativos diferentes do mercado americano tem ganhado força entre investidores institucionais em várias regiões, apoiando força relativa de moedas emergentes, como o real, frente ao dólar.

Essa percepção é citada como fator-chave para o aumento da exposição brasileira entre fundos locais, ainda que a condução da política fiscal permaneça em acompanhamento do mercado. A leitura é de que o real tem se destacado pela dinâmica global de moedas, não por ganhos isolados frente a pares.

A reportagem completa está disponível no Valor Econômico. Fonte: Valor Econômico.

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