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Governo paga Wellhub para acesso gratuito de servidores a academias

Governo subsidia acesso gratuito de servidores a academias pela Wellhub; extensão para doze ministérios em 2026 pode reduzir absenteísmo

Unidade da BodyTech, em São Paulo, parceira exclusiva da Wellhub (ex-Gympass)
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  • O governo federal subsidia o acesso gratuito de servidores públicos a academias pela plataforma Wellhub, com custo de R$ 2 milhões para a União e benefício a 11 órgãos.
  • O benefício pode atender planos de até R$ 149,99 por mês; acima disso, o governo cobre parte do gasto, reduzindo o custo para o servidor.
  • Há estudo do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos que aponta a possibilidade de expansão para mais 12 ministérios, com custo estimado de até R$ 3,4 milhões em dois anos.
  • A adesão ainda não passou por licitação; a Wellhub afirma que o setor público representa parcela pequena da base e afirma exclusividade em contratos com o poder público, embora haja discussão sobre o escopo.
  • Exemplos em vigor incluem o DNIT, que gastou R$ 500 mil; Ilhéus investiu R$ 402 mil; o IFRO relata melhorias na qualidade de vida e redução de afastamentos.

O governo federal subsidia o acesso gratuito de servidores públicos a academias por meio da plataforma Wellhub, com planos de até R$ 149,99 por mês. A medida tem custo estimado de R$ 2 milhões para a União e atende 11 órgãos.

Segundo dados da execução orçamentária, a adesão de servidores já traz efeitos positivos, como queda no absenteísmo e melhoria na saúde física e mental. O benefício pode se estender a mais setores da administração federal em 2026.

A proposta é gerida pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). O governo avalia a expansão para mais 12 ministérios, incluindo Fazenda e Planejamento, com custo estimado de R$ 3,4 milhões em dois anos.

Em meio à discussão, o Wellhub afirma possuir contratos com a administração pública sem licitação, alegando exclusividade de atendimento. A empresa destaca que apenas parte da base de assinantes é de órgãos públicos.

Expansão prevista

O estudo técnico em curso aponta que o benefício pode alcançar novos órgãos, ampliando o alcance do programa. A meta é manter o equilíbrio entre custo para o órgão e custo para o servidor.

O MGI observa que ainda não há licitação, nem definição de escopo ou valores. Qualquer contratação dependerá da conclusão dos estudos e de aprovação interna.

O governo também avalia manter o modelo atual, em que o órgão cobre parte da mensalidade do servidor, diferentemente de opções que repassariam todo o custo ao servidor.

Desempenho em órgãos e casos observados

O DNIT informou queda de cerca de 51% nos afastamentos na sede após a adesão ao programa, com relatos de melhoria na qualidade de vida dos servidores. Em Ilhéus, na Bahia, a prefeitura investiu R$ 402 mil para 2024-2025.

O IFRO, em Rondônia, relata benefícios para servidores desde março, com subsidio de até R$ 190 e gastos de R$ 282 mil em 2022. A instituição aponta maior adesão a atividades e bem-estar institucional.

A Wellhub destaca que, embora a participação do setor público seja expressiva, os números de servidores públicos são ainda relativamente baixos na base total de assinantes.

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