- Estudo do Ibre/FGV, com dados do Eurostat e Cepal, associa maior carga tributária sobre a indústria de transformação à menor participação da indústria no PIB, no Brasil e em outros países.
- No Brasil, a taxa média de imposto sobre a indústria de transformação entre 2010 e 2021 foi de 12,88%, e a participação do setor no PIB a preços básicos ficou em 12,78%.
- Na Alemanha, imposto de 6,10% correspondia a 22,04% do PIB, na Áustria 6,47% e 19,30%, e na Itália 7,04% e 16,17%.
- Na Grécia, a taxa de 13,62% chegou a 9,26% do PIB; na Noruega, 11,35% resultou em 7,39% do PIB.
- No Brasil, a fatia da indústria de transformação no PIB caiu de 14,1% em 2024 para 13,7% em 2025, menor desde 2020; em 2005, era de 17,4%.
O estudo, conduzido pelo Ibre/FGV, vincula a carga tributária sobre a indústria de transformação à queda de participação desse setor no PIB, tanto no Brasil quanto em outros países. Os autores dizem que impostos maiores reduzem a competitividade da produção industrial.
Claudio Considera e Ana Letícia Cardoso Branco ressaltam que, nos países analisados, há relação direta entre impostos menores sobre a indústria e maior peso do setor no PIB. No Brasil, a taxa média de imposto entre 2010 e 2021 ficou em 12,88%, com participação de 12,78% do PIB a preços básicos.
Na comparação internacional, a Alemanha registrou imposto de 6,10% e participação de 22,04% do PIB; a Áustria, 6,47% e 19,30%; a Itália, 7,04% e 16,17%. Já a Grécia teve 13,62% de imposto e 9,26% de PIB; a Noruega, 11,35% e 7,39%.
No âmbito latino-americano, México apresentou 3,10% de imposto e 19,74% do PIB; Colômbia, 8,71% e 20,12%; Chile, 10,35% e 10,70%. Esses resultados apontam para variações regionais, mas com tendência de menor peso da indústria quando a tributação é mais elevada.
No Brasil, a fatia da indústria de transformação no PIB caiu de 14,1% em 2024 para 13,7% em 2025, segundo as Contas Nacionais Trimestrais do IBGE. Em 2005, o setor representava 17,4% do PIB. A variação recente reforça o debate sobre desindustrialização e políticas fiscais setoriais.
Autores observam que a análise não se limita a um único país ou período. A trajetória de agravamento da carga tributária sobre a produção aparece em diferentes regiões, e o impacto é observado tanto em indústrias tecnologicamente avançadas quanto em bens de consumo e intermediários.
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