- A Karex, maior fabricante mundial de preservativos, diz que pode aumentar preços em até 30% se a guerra envolvendo EUA, Israel e Irã continuar afetando o fornecimento de matérias-primas.
- A empresa depende de derivados de petróleo, como amônia para conservação do látex e lubrificantes à base de silicone.
- A Karex produz mais de 5 bilhões de preservativos por ano e abastece marcas globais como Durex e Trojan, além de Prudence no Brasil.
- A demanda por preservativos cresceu cerca de 30% neste ano, mas custos de frete e atrasos dificultam a cadeia de suprimentos.
- O conflito no estreito de Ormuz, passagem-chave do petróleo, contribui para pressões na economia global e, indiretamente, no mercado de itens de higiene.
O maior fabricante de preservativos do mundo, a Karex, anunciou que pode elevar os preços em até 30% caso a guerra envolvendo EUA, Israel e Irã comprometa o fornecimento de matérias-primas usadas na produção. A declaração ocorreu após o início do conflito em fevereiro e cita impactos sobre o látex e itens de lubrificação.
A Karex, com sede na Malásia, fabrica mais de 5 bilhões de preservativos por ano e abastece marcas globais como Durex e Trojan, além de Prudence no Brasil. O CEO Goh Miah Kiat afirmou que os custos de produção subiram acentuadamente desde o começo do conflito.
Goh explicou que a empresa depende de recursos derivados do petróleo, como amônia para conservar o látex e lubrificantes à base de silicone, fatores que ampliam a sensibilidade a interrupções logísticas. A Reuters e a Bloomberg ouviram o executivo, que informou também ascensão da demanda neste ano.
O estreito de Ormuz ficou sob tensão após ataques na região, elevando o preço do frete e interrompendo parte dos embarques do petróleo. Segundo analistas, cerca de um quinto do petróleo mundial passa pela região, o que aumenta a pressão sobre cadeias de suprimentos globais.
A Karex abastece não apenas o setor privado, mas também serviços públicos, inclusive o NHS. No Brasil, a produção para a marca Prudence é realizada pela empresa, o que reforça a relevância das variáveis logísticas para o mercado local.
Estimativas indicam que a demanda por preservativos cresceu aproximadamente 30% neste ano. Entretanto, o custo de frete elevado e atrasos de transporte ajudam a agravar a escassez de insumos e podem sustentar novos reajustes.
Especialistas indicam que a situação pode encorajar ajustes de preço em outros insumos relacionados a itens de uso diário, refletindo a propagação de choques da crise regional para a economia de consumo. A Reuters e a Bloomberg mantêm acompanhamento das negociações de paz, que continuam incertas.
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