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Migratória endurecida na França por ex-ministro conservador afeta economia

Mais de um ano após o endurecimento da regularização, a demanda por mão de obra imigrante persiste em setores-chave, pressionando negócios

Bruno Retailleau, hoje pré-candidato à Presidência pela direita, quando ministro do Interior em 2025, endureceu a regularização de imigrantes
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  • Mais de um ano após circular de 2025 que endureceu a regularização de imigrantes sem documentos, os empregadores de pequenas e médias empresas seguem sentindo o impacto.
  • Novo estudo da France Travail aponta demanda elevada de mão de obra imigrante, principalmente nos setores de bares e restaurantes e cuidados a pessoas.
  • Dados da Dares indicam que imigrantes representam 22% dos cozinheiros, 27% dos operários não qualificados da construção pesada e mais de 15% dos auxiliares domiciliares, evidenciando o papel econômico da imigração diante do envelhecimento da população.
  • Mesmo com queda de 6,5% nas intenções de contratação em 2026 em relação a 2025, a demanda permanece alta em atividades essenciais dependentes de trabalhadores estrangeiros.
  • O caso de um padeiro em Besançon ilustra tensões entre governo e empresariado, ao mesmo tempo em que o governo reconhece a necessidade econômica de migrantes e avalia ampliar a lista de profissões consideradas em tensão.

França endureceu a regularização de imigrantes sem documentos em 2025, sob a gestão do então ministro do Interior Bruno Retailleau. Hoje pré-candidato pela direita, ele substituiu a circular anterior, alterando regras para concessões caso a caso. A medida mantém efeito sobre pequenas e médias empresas.

Estudo da France Travail, divulgado pelo Libération, mostra que, mesmo com queda de 6,5% nas intenções de contratação em 2026, a demanda por mão de obra imigrante permanece alta. Setores como bares, restaurantes e cuidados a pessoas são os mais afetados pela escassez.

Dados da Dares revelam que uma participação significativa de trabalhadores estrangeiros atua em áreas-chave: 22% dos cozinheiros, 27% dos operários da construção pesada e mais de 15% dos auxiliares domiciliares. A imigração é apresentada como pilar de setores com envelhecimento demográfico.

Impacto econômico e setores essenciais

O texto aponta que o endurecimento não reduziu a importância da mão de obra imigrante para a economia francesa, principalmente em atividades estruturais. A diminuição de contratações contraste com a necessidade contínua de ocupar vagas críticas.

Casos e vozes do setor

Um caso citado envolve um padeiro de Besançon que viu um aprendiz guineense receber uma ordem de saída em 2021. O proprietário afirma que perder o trabalhador representa perda de parte de sua equipe. O tema é destacado como desperdício de talento.

Posição do governo e perspectivas

O Libération cita críticas do empresariado ao endurecimento, mas também reconhece a necessidade econômica diante do saldo demográfico negativo. O governo estuda ampliar a lista de profissões consideradas em tensão, em diálogo com parceiros sociais.

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