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Novas regras do Minha Casa, Minha Vida: renda até 13 mil e imóveis até 600 mil

Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil começam as novas regras do Minha Casa, Minha Vida, ampliando renda até R$ 13 mil e teto de imóveis até R$ 600 mil

Construção de habitações populares do programa "Minha Casa Minha Vida" em Olinda (PE) 07/05/2010 REUTERS/Bruno Domingos
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  • Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil começaram a operar com as novas regras do Minha Casa Minha Vida, ampliando o alcance do programa.
  • Agora famílias com renda mensal de até R$ 13 mil podem participar, e imóveis de até R$ 600 mil podem ser financiados.
  • As faixas de renda foram atualizadas: faixa 1 até R$ 3.200, faixa 2 até R$ 5.000, faixa 3 até R$ 9.600 e faixa 4 até R$ 13.000.
  • Os tetos de imóveis passam a ser: faixas 1 e 2 até R$ 275 mil; faixa 3 até R$ 400 mil; faixa 4 até R$ 600 mil.
  • O governo diz que a mudança corrige distorção causada por juros altos fora do programa; a estimativa é de about 87,5 mil famílias beneficiadas, com maior demanda por imóveis e estímulo à construção civil.

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil iniciaram, nesta quarta-feira (22), a operação com as novas regras do Minha Casa Minha Vida (MCMV). As mudanças ampliam o alcance do programa, ajustando renda máxima das famílias e o valor dos imóveis financiáveis. A medida busca tornar o crédito habitacional mais acessível diante de juros elevados.

Com as mudanças, o MCMV passa a atender famílias com renda mensal de até R$ 13 mil e imóveis de até R$ 600 mil. O objetivo é incluir a classe média, que enfrentava restrições no crédito imobiliário em um cenário de juros altos. As faixas de renda foram atualizadas para ampliar o acesso a condições mais favoráveis.

Novas faixas de renda

  • Faixa 1: passou de até R$ 2.850 para até R$ 3.200.
  • Faixa 2: de até R$ 4.700 para até R$ 5.000.
  • Faixa 3: de até R$ 8.600 para até R$ 9.600.
  • Faixa 4: de até R$ 12.000 para até R$ 13.000.

Essa reestruturação permite que famílias antes fora do programa ou com juros mais altos tenham condições mais vantajosas.

Limites de imóveis

  • Faixas 1 e 2: de até R$ 210 mil para até R$ 275 mil (varia conforme a localidade).
  • Faixa 3: de até R$ 350 mil para até R$ 400 mil.
  • Faixa 4: de até R$ 500 mil para até R$ 600 mil.

O ajuste amplia o tipo de imóvel que pode ser adquirido dentro do programa, com destaque para a faixa 3, que passa a permitir unidades mais caras, e para a faixa 4, que abre portas a imóveis de padrão mais elevado.

Motivo da alteração

A atualização ocorre em meio a custos de crédito mais altos fora do programa. Com a taxa Selic em patamar elevado nas últimas semanas, o financiamento tradicional tornou-se menos acessível, impactando especialmente a classe média. O governo afirma corrigir distorções para ampliar o acesso à casa própria.

Impacto esperado

Segundo o governo, cerca de 87,5 mil famílias devem ser beneficiadas diretamente pelas novas condições. A revisão também realocou aproximadamente 31,3 mil famílias para a faixa 3 e 8,2 mil para a faixa 4. A expansão ocorre em menos de um ano de implementação do programa.

Efeitos no mercado

A expectativa é de maior demanda por imóveis, principalmente em faixas de preço intermediárias, com juros mais baixos dentro do programa. O setor de construção civil deve sentir o impacto de um público com maior poder de compra dentro das regras do MCMV.

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