- Novo teto do Minha Casa, Minha Vida entra em vigor nesta quarta-feira (22): teto de aquisição de imóveis até R$ 600 mil e renda até R$ 13 mil.
- Faixa 4 passa a atender famílias com renda mais alta, ampliando o alcance do programa; renda máxima passou de R$ 12 mil para R$ 13 mil, imóveis até R$ 600 mil.
- Faixas de renda atualizadas: Faixa 1 de R$ 2.850 para R$ 3.200; Faixa 2 de R$ 4.700 para R$ 5.000; Faixa 3 de R$ 8.600 para R$ 9.600; Faixa 4 de R$ 12.000 para R$ 13.000.
- Com as alterações, parte dos beneficiários pode ter acesso a juros menores, desde que atendam aos critérios de renda e não possuam imóvel em nome próprio.
- Reforma Casa Brasil também teve mudanças: juros de 0,99% ao mês para renda até R$ 3.200 (ou acima desse valor) e prazo de até 72 meses, com financiamento até R$ 50 mil; FGHab passa a cobrir todos os contratos.
Nesta quarta-feira, 22, entraram em vigor as novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com aumento dos limites de renda e do teto de aquisição de imóveis. As mudanças foram anunciadas pelo governo federal na semana anterior e afetam principalmente famílias de classe média.
O teto para compra de imóvel passou a ser de até R$ 600 mil, enquanto a renda elegível subiu para até R$ 13 mil. A Faixa 4 passa a atender famílias com renda mais elevada, que não participam das faixas anteriores, ampliando o alcance do programa.
Faixas atualizadas
- Faixa 1: renda de R$ 2.850 para R$ 3.200; juros entre 4% e 4,5%.
- Faixa 2: renda de R$ 4.700 para R$ 5.000; juros entre 4,75% e 5,5%.
- Faixa 3: renda de R$ 8.600 para R$ 9.600; juros entre 6,5% e 7,66%.
- Faixa 4: renda de R$ 12.000 para R$ 13.000; juros de 10%.
Novos limites e impactos
Com a revisão, parte dos beneficiários pode passar a ter acesso a juros menores, reduzindo o custo financeiro. Para participar, é necessário atender aos critérios de renda e não possuir imóvel em nome próprio. A modificação amplia o alcance do programa, especialmente para famílias da classe média.
Contexto técnico e avaliação
Segundo Ana Maria Castelo, da Ibre/FGV, as mudanças facilitam a entrada de mais famílias no mercado, sobretudo aquelas com renda estável que estavam sujeitas a altas taxas. A ampliação pode beneficiar famílias com reajustes salariais que retornem a faixas inferiores, diminuindo juros.
Reforma Casa Brasil
As alterações também atingem o programa Reformar Casa Brasil. Para renda de até R$ 3.200, os juros caem de 1,17% para 0,99% ao mês. Para rendas acima desse valor, a taxa também passa a 0,99% ao mês (antes, 1,95%). O prazo sobe de 60 para 72 meses, e o valor máximo sobe de R$ 30 mil para R$ 50 mil. O FGHab passa a cobrir todos os contratos.
Crédito imobiliário no contexto atual
O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, destacou que os investimentos no setor contribuíram para elevar a participação do crédito imobiliário no PIB. Dados recentes indicam aumento da atividade do mercado imobiliário, impulsionado pelo MCMV.
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