- O barril Brent chegou a US$ 100,39, mas recuou e opera em torno de US$ 99, com alta de cerca de 0,8%.
- O movimento ocorreu após a prorrogação do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, que passa a ter prazo indefinido.
- Donald Trump manteve o bloqueio no estreito de Hormuz, por onde passa boa parte da produção global de petróleo.
- A Guarda Revolucionária do Irã informou ter apreendido dois navios que tentavam usar a rota; uma embarcação seria associada ao que eles chamam de regime sionista.
- Os mercados globais apresentaram operação estável: ações na Europa perto da estabilidade, com algumas bolsas asiáticas em alta e a de Hong Kong em queda.
O preço do petróleo voltou a superar US$ 100 nesta quarta-feira, 22, após a prorrogação do cessar-fogo entre EUA e Irã. O barril Brent chegou a US$ 100,39 pela manhã, recuou e ficou em torno de US$ 99 por volta das 9h30 (horário de Brasília). O movimento ocorreu no contexto de tensão regional e de decisões sobre o Estreito de Hormuz.
Na sessão anterior, o Brent também ultrapassou US$ 100, mas encerrou o dia em US$ 99,06, após o anúncio dos EUA de uma nova prorrogação do cessar-fogo com o Irã, que passou a ter prazo indefinido, condicionado à apresentação de uma proposta iraniana. A volatilidade segue ligada a perspectivas geopolíticas e ao fluxo de petróleo pelo estreito.
Persistência de tensões em Hormuz
O presidente dos EUA afirmou manter o bloqueio no Estreito de Hormuz, rota pela qual passam cerca de 20% da produção mundial. O Irã declarou ter apreendido dois navios que tentavam trafegar pela rota, segundo a Guarda Revolucionária, com uma embarcação atribuída a um país considerado inimigo pelo regime.
Mercados financeiros reagiram com prudência. Bolsas europeias operaram estáveis, com leves quedas para a maioria dos índices. Na Ásia, o CSI300 registrou alta, assim como o SSEC, Tokyo e Seul, enquanto Hong Kong caiu. Analistas destacaram que o risco político e as tensões regionalizadas mantêm a volatilidade no curto prazo.
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