- A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, vai à México nesta semana para ajudar na crise da Braskem Idesa, controlada pela Braskem, com a participação da estatal brasileira no bloco de controle.
- O encontro deve envolver o governo mexicano e a estatal Pemex, que enfrenta dificuldades históricas de fornecimento de etano para a Braskem Idesa.
- A produção da Braskem Idesa opera abaixo da capacidade devido ao fornecimento insuficiente de etano, mesmo com importação via terminal marítimo criado para esse insumo.
- A empresa avalia entrar com recuperação judicial nos Estados Unidos pelo Chapter 11, e há conversas com credores antes da formalização do pedido.
- Entre os credores está Carlos Slim, da Claro; a Braskem Idesa encerrou 2025 com caixa de US$ 35 milhões e dívida líquida de US$ 2,2 bilhões, com alta alavancagem.
Magda Chambriard, presidente da Petrobras, viajará nesta semana ao México para atuar na crise da Braskem Idesa, controlada pela Braskem. A agenda inclui encontros com autoridades mexicanas e com a estatal Pemex, segundo a Coluna. O objetivo é buscar soluções para o abastecimento de etano.
A Braskem Idesa enfrenta baixa disponibilidade de etano fornecido pela Pemex, que passa por reestruturação financeira. Um terminal marítimo foi criado para importar a matéria-prima, mas a operação envolve custos elevados e não é sustentável a longo prazo para a subsidiária.
A visita ocorre paralelamente aos planos de reorganização financeira da Braskem Idesa, que pode abrir caminho para o Chapter 11 nos EUA. Ainda não há confirmação sobre a data da entrega do pedido à Justiça norte-americana.
Avanços e credores
Entre os credores da Braskem Idesa está o empresário Carlos Slim, que detém participação relevante em títulos da companhia e é sócio na Braskem. Há conversas sobre a possibilidade de Chambriard dialogar com Slim, ainda sem confirmação fechada.
A Braskem Idesa encerrou 2025 com apenas US$ 35 milhões em caixa e dívidas próximas de US$ 2,2 bilhões, com alavancagem elevada. Em fevereiro de 2026 houve anúncio de atraso no pagamento de juros de bonds com vencimento em 2029 e 2032. Petrobras ainda não comentou o assunto.
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