- O protesto de caminhoneiros no porto de Quequén, sul de Buenos Aires, já dura duas semanas e provocou perdas estimadas em US$ 280 milhões.
- O embarque de 347,6 mil toneladas de grãos está impedido, afetando exportações argentinas.
- Desvios de cargas são avaliados para o porto de Bahia Blanca ou para portos brasileiros, segundo autoridades do setor.
- Os caminhoneiros pedem aumento de frete entre 25% e 30%, citando aumento de custos operacionais, com diesel subindo mais de 30% em 2026.
- Entre os grãos impactados, estão 126 mil toneladas de sementes de girassol, 118,6 mil toneladas de milho, 78 mil de trigo e 25 mil de cevada; Quequén é um dos principais pontos de escoamento.
A paralisação de caminhoneiros argentinos no porto de Quequén, no sul da província de Buenos Aires, já dura duas semanas. O bloqueio impede o embarque de 347,6 mil toneladas de grãos e gera estimativa de prejuízo de US$ 280 milhões, segundo Gustavo Idígoras, presidente da Ciara-CEC, ao jornal La Nación em 21 de abril de 2026.
O impasse envolve caminhoneiros, empresas de armazenamento de grãos e grupos de produtores agrícolas, que estudam desviar as cargas para o porto de Bahía Blanca ou para portos brasileiros. Transportadores marítimos avaliam alternativas diante da paralisação.
Os motoristas reivindicam aumento de 25% a 30% no frete, afirmando que os custos operacionais cresceram mais que a receita. O diesel também registrou alta acumulada superior a 30% em 2026, segundo a reportagem.
Do total retido, 126 mil toneladas são sementes de girassol, 118,6 mil toneladas de milho, 78 mil de trigo e 25 mil de cevada, conforme o levantamento da Ciara-CEC.
O porto de Quequén é um dos principais pontos de escoamento da produção agrícola argentina, e a paralisação afeta diretamente as operações do terminal, impactando as exportações do país.
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