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Safras recordes incentivam produtor rural a investir em imóveis urbanos

Produtor rural expande patrimônio urbano no Centro-Oeste, com alta de sessenta e dois vírgula seis por cento nas vendas de alto padrão em 2024 Q3 e VGV em setenta e quatro por cento, apoiado por FIAGRO

Sorriso, Mato Grosso
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  • Safras recordes levam produtores rurais a investir em imóveis urbanos no Centro-Oeste, em prédios, condomínios e salas comerciais.
  • Vendas de imóveis de alto padrão na região cresceram 62,6% no terceiro trimestre de 2024; o Valor Geral de Vendas subiu 74%.
  • Em Sorriso, Mato Grosso, a população aumentou 66,3% entre 2010 e 2022 e o PIB per capita chegou a R$ 124 mil; 585 alvarás de construção foram emitidos nos primeiros meses de 2024.
  • Municípios como Rio Verde (Goiás) e Lucas do Rio Verde (Mato Grosso) apresentam expansão urbana acelerada.
  • O capital do agronegócio financia empreendimentos por meio de fundos e FIAGROs, que somavam mais de R$ 40,9 bilhões em outubro de 2024, segundo a ANBIMA.

O dinheiro gerado pela safra está chegando aos mercados urbanos. No Centro-Oeste, produtores rurais passaram a investir em imóveis, prédios e salas comerciais, ampliando a participação no mercado imobiliário das cidades interioranas.

Dados da Brain Inteligência Estratégica mostram que as vendas de imóveis de alto padrão na região cresceram 62,6% no terceiro trimestre de 2024, com alta de 74% no Valor Geral de Vendas (VGV).

Em Sorriso (MT), a população cresceu 66,3% entre 2010 e 2022, e o PIB per capita ficou em R$ 124 mil. Nos primeiros meses de 2024, foram emitidos 585 alvarás de construção na cidade.

Mercado imobiliário impulsionado pelo agro

Incorporadoras já lançam projetos nessas regiões, com condições de pagamento alinhadas ao calendário das safras. O capital do agro também financia empreendimentos por meio de fundos e FIAGROs, que somavam mais de R$ 40,9 bilhões em outubro de 2024, segundo a ANBIMA.

Daniel Claudino, analista de mercado imobiliário, afirma que produtores rurais estão migrando de ativos rurais para gestão patrimonial urbana, em uma transformação observada no interior. A tendência aponta para operação financeira mais diversificada.

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