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TCU atende Fazenda e anula restrições em acordos de transação tributária

TCU anula trechos de acórdão que restringiam transações tributárias, após recurso da PGFN, abrindo espaço para uso de prejuízos fiscais como moeda de troca

Tribunal atendeu a pedidos da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional
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  • O Tribunal de Contas da União anulou trechos de acórdão de 2023 que limitavam políticas de acordos em transação tributária com a Fazenda Nacional após recursos da PGFN.
  • Liminares da Justiça Federal já vinham derrubando parte do acórdão, permitindo uso de prejuízos fiscais em transações sem cumprir o piso de descontos.
  • Foi eliminado o trecho que dava ciência à PGFN e à Receita Federal sobre possível ilegalidade de acordos em que a contraprestação fosse inferior ao piso legal.
  • Também foi anulada a orientação que recomendava mecanismos para dirimir divergências de recuperabilidade e de capacidade de pagamento, bem como para padronizar as regras da transação tributária.
  • A matéria tem impacto relevante, com mais de mil pedidos de transação afetados e 71 ações judiciais ajuizadas segundo o jornal.

O Tribunal de Contas da União (TCU) anulou nesta quarta-feira, 22, trechos de acórdão que limitavam acordos entre empresas e a Fazenda Nacional em transações tributárias. A decisão ocorreu após recursos da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). As liminares já aplicadas pela Justiça Federal haviam derrubado, na prática, parte das restrições.

O TCU decidiu manter a nulidade de dois trechos do acórdão anterior. Um deles afastava a necessidade de observar limites de descontos em transações quando a contraprestação final fosse inferior ao piso de legalidade. A PGFN havia argumentado violação de regras e insegurança jurídica.

Segundo apuração, as mudanças afetaram originalmente mais de mil pedidos de transação e resultaram em ações judiciais. O Ministério Público junto ao TCU já havia se manifestado pela reversão de cláusulas que restringiam o uso de prejuízos fiscais como moeda de negociação.

Trechos anulados

O tribunal declarou sem efeito a determinação de ciência à PGFN e à Receita Federal sobre potenciais ilegalidades. Ainda foi anulada recomendação de diretrizes para dirimir divergências sobre recuperabilidade e capacidade de pagamento, bem como de governança para padronizar as regras da transação tributária.

Implicações e próximos passos

Com a decisão, passam a vigorar critérios que permitem maior flexibilidade nas transações entre contribuintes e o fisco, conforme o entendimento do TCU e das liminares judiciais. Fontes oficiais não detalharam impactos adicionais, mas indicam continuidade de monitoramento e ajustes regulatórios futuros.

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