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Tesouro Direto: estratégias para enfrentar momentos de incerteza

Geopolítica no Oriente Médio pressiona commodities e inflação; não há fórmula mágica no Tesouro Direto, com Selic para curto prazo e IPCA+ para proteção de longo prazo

Proteção — Foto: Getty Images
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  • Incertezas no Oriente Médio pressionam as commodities, especialmente o petróleo, elevando as expectativas de inflação no Brasil.
  • Tesouro Prefixado 2029 subiu de 13,19% para 13,30%; Tesouro IPCA+ 2032 avançou, chegando a 7,46% após valores menores na semana anterior.
  • Não existe fórmula mágica no Tesouro Direto; em momentos de risco, a marcação a mercado tende a piorar quando as taxas sobem.
  • A recomendação é manter Tesouro Selic para reserva de emergências e caixa de curto prazo; para longo prazo, Tesouro IPCA+ atua como proteção contra inflação, com taxas reais superiores a 7%.
  • Cenário macro: o mercado projeta queda da Selic de 0,25 ponto percentual em abril; juros de longo prazo seguem caindo, enquanto curtos mostram volatilidade.

O avanço das tensões no Oriente Médio e a percepção de aumento na inflação pressionaram os preços de títulos públicos no Brasil nesta quarta-feira (22). O mercado acompanha de perto os desdobramentos em Ormuz, a fragilidade de acordos de cessar-fogo e os impactos no custo do dinheiro.

Entre os títulos, o Tesouro Prefixado 2029 avançou de 13,19% para 13,30%. No grupo atrelado à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 subiu, situando-se em 7,46% após mínimas na semana anterior. O movimento reflete a correção diante da marcação a mercado negativa em cenários de alta de juros.

Não existe fórmula mágica no Tesouro Direto, mas há estratégias. Momentos de incerteza costumam reduzir preços quando as taxas sobem. A proteção imediata passa pelo Tesouro Selic, indicado para reservas de emergência pela liquidez e pela menor sensibilidade às oscilações de juros.

Prefixar agora ou esperar?

Para quem avalia a carteira de renda fixa, a decisão ficou mais complexa com o recrudescimento das tensões entre EUA e Irã e a proximidade de acordos diplomáticos. Quem esperou na sexta, quando os prefixados atingiram mínimas, vê taxas subirem hoje e pode cogitar aguardar.

Entretanto, na visão de médio e longo prazo, a tendência tem sido de alívio após o pico da crise no Golfo. Nos últimos 30 dias, o prefixado 2032 caiu de quase 14,30% para 13,43%, e o IPCA+ 2032 recuou de aproximadamente 7,90% para 7,44%.

Para quem busca retorno histórico relevante, o prefixado ainda oferece remuneração acima de igual período há um ano e meio. Já quem tolera mais volatilidade pode se manter atento a novos choques de petróleo que afetem a inflação.

O que fazer no curto e no longo prazo

Para quem quer menor volatilidade, o Tesouro Selic continua recomendado como reserva de caixa de curto prazo. Em cenários de risco geopolítico, o título pós-fixado tende a manter estabilidade relativa, assegurando liquidez.

Para quem prioriza proteção contra inflação, o Tesouro IPCA+ aparece como opção mais robusta. Caso haja novos choques no petróleo repassados ao IPCA, o rendimento real do papel atua como amortecedor.

Sobre o Copom, o mercado já projeta corte de 0,25 ponto percentual na próxima reunião de abril. Enquanto isso, contratos de juros de prazos mais longos indicam quedas, mesmo com tensões de curto prazo afetando vencimentos próximos.

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