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Tocantins lidera inadimplência entre estados brasileiros

Tocantins lidera a inadimplência no Brasil, segundo dados de dezembro de 2025, puxada pelo cartão de crédito; Santa Catarina tem o menor índice

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  • Tocantins apresenta a maior taxa de inadimplência do Brasil, segundo o Banco Central, em dezembro de 2025.
  • Santa Catarina tem o menor patamar de inadimplência da pessoa física, em 3,9%.
  • Entre as regiões sul e sudeste, o Rio de Janeiro é o único estado com inadimplência acima de 6%.
  • Centro-Oeste e Norte, especialmente a região conhecida como Matopiba, enfrentam os maiores problemas de dívida não paga, sustentados pela situação do agronegócio.
  • O cartão de crédito é o principal vilão: inadimplência acima de 10% em Maranhão, Pará, Amazonas e Goiás; em São Paulo fica próximo de 9%.

O Tocantins apresenta a maior taxa de inadimplência do Brasil, segundo dados do Banco Central referentes a dezembro de 2025. A informação foi detalhada pelo analista de Economia Fernando Nakagawa no programa CNN 360º, nesta quarta-feira (22). A conclusão aponta um quadro nacional com variações expressivas entre estados.

Entre as regiões, Santa Catarina aparece como o menor patamar de inadimplência entre pessoa física, em 3,9%. Já o Rio de Janeiro é o único estado das regiões Sul e Sudeste com taxa acima de 6%, segundo o levantamento.

No Centro-Oeste e no Norte, especialmente no território conhecido como Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), a inadimplência registra os maiores problemas. Nakagawa destacou que a cobrança de dívidas tem relação com a situação econômica do agronegócio na região.

Cartão de crédito é o principal vilão

O estudo aponta que a inadimplência no cartão de crédito é particularmente elevada. Maranhão, Pará, Amazonas e Goiás registram 10% ou mais de não pagamento. Em estados mais estruturados, como São Paulo, o índice fica próximo de 9%.

A relação entre o endividamento e os juros do crédito rotativo é ressaltada pelo analista, com juros que podem chegar a 400%, elevando o custo da dívida para o consumidor. A discrepância entre indicadores, como inflação e desemprego, e a percepção negativa da economia é associada à soma de dívidas acumuladas.

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