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Whisky, rum… E se a Córsega fosse também uma ilha de destilados?

Da tradição popular ao renascer dos destilados de terroir, a Córsega amplia produção com Cap Corse Mattei, gin e rum de cana local

Paysage avec le village de Speloncato en Corse.
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  • A Corse vive um renascimento da cultura de destilados, com produção que vai do quininado Cap Corse Mattei a gins, whiskies e rum de cana cultivada na ilha.
  • O Cap Corse Mattei nasceu em 1872, criado por Louis-Napoléon Mattei, ganhou fama internacional e hoje integra a tradição histórica da região.
  • Em 2015, a Mattei foi relançada pelos empresários David Dary e parceiros, expandindo para gins e whiskies sob a marca Cap Corse Mattei.
  • A região soma hoje cerca de duas dezenas de produtores, incluindo o domínio Padulone (Aléria), que produz rum de pur jus de canne a partir de cana cultivada na ilha.
  • A aposta é manter a identidade territorial e a qualidade, com uso de matérias-primas locais e uma visão de autonomia, inclusive como resposta ao aquecimento climático.

A Córsega vive uma revitalização de sua tradição de destilados, unindo licores, gin e rum. A transformação envolve produtores históricos e novatos que valorizam recursos locais: maquis, cana-de-açúcar, uvas e cítricos. O objetivo é promover terroir sem perder identidade.

Tradicionalmente a destilação era doméstica, ligada à alimentação e festividades locais. Hoje surge uma produção variada apoiada por pequenas indústrias que exploram espécies endêmicas e técnicas artesanais, mantendo a herança regional.

Cap Corse Mattei

A marca Cap Corse Mattei, criada em 1872, retorna como referência dos espirituosos corsos. A bebida combina mistelle de muscat e vermentino com quinquina e cítricos locais, mantendo a receita ancestral sem alterações. A empresa atua com expansão de produtos e café de coquetéis.

Padulone e o rum insular

O domínio Padulone, em Aléria, iniciou a produção de rum de puro jus de canne na ilha. Canas cultivadas no Norte da ilha, adaptadas por pesquisadores, são processadas em alambique híbrido. O rum jovem exibe notas de frutas tropicais; há maturação em ex-fûts de vinhos corsos.

Novos atores e mercado

A ilha registrou avanço de cerca de uma dúzia de destilarias em uma década, com foco em quinquina, gin de montanha, rum e eau-de-vie de maquis. Ingredientes locais, clima e água de fonte sustentam a produção e o desenvolvimento de produtos como o Mattei Spritz.

Objetivo e visão

Os produtores insistem em manter a Corse como mercado identitário e de alta qualidade, com história e terroir únicos. O movimento busca também oferecer respostas ao aquecimento global, onde a cana pode prosperar quando a vinha enfrenta dificuldades.

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