- Lucro por ação de US$ 4,28 no trimestre, acima da previsão de US$ 4,02.
- Receita de US$ 18,9 bilhões e volume faturado ajustado de US$ 428 bilhões, ambos em alta.
- Gasto em varejo subiu 11% e no varejo de luxo aumentou 18%; gastos com viagens e entretenimento impulsionaram o desempenho.
- Provisões para perdas com crédito somaram US$ 1,3 bilhão no trimestre.
- A empresa manteve a projeção para 2026: crescimento de receita entre 9% e 10% e lucro por ação entre US$ 17,30 e US$ 17,90.
A American Express divulgou resultados do primeiro trimestre acima das expectativas, com crescimento sólido dos gastos com cartão entre clientes de alta renda. O desempenho ocorreu em meio a um contexto de altas taxas de juros e inflação, ajudando a sustentar a demanda por viagens e entretenimento.
O volume de negócios faturados, que mede o gasto total com cartões da empresa, avançou 9% na comparação anual, para US$ 428 bilhões, ajustado pela variação cambial. A receita trimestral subiu 10%, para US$ 18,9 bilhões, impulsionada pela base de clientes mais aquecida. Analistas destacaram a resistência da empresa diante de perdas de crédito contidas.
Vendas, crédito e desempenho operacional
No setor de viagens e entretenimento, os gastos com companhias aéreas avançaram 8%, em meio a interrupções de rotas evariações nos preços do combustível. A direção ressaltou a relevância da demanda de varejo de luxo e de bens e serviços, com destaque para o varejo em geral.
A Amex manteve provisões para perdas com crédito no trimestre em US$ 1,3 bilhão, levemente acima dos US$ 1,2 bilhão de igual período do ano anterior. O lucro por ação (EPS) ficou em US$ 4,28, superando a estimativa de referência de US$ 4,02.
Perspectivas e reação do mercado
As ações da empresa fecharam o pregão com queda de cerca de 1,1%, acompanhando o movimento mais amplo do mercado. A empresa reafirmou projeções para 2026, prevendo crescimento de receita entre 9% e 10% e lucro por ação entre US$ 17,30 e US$ 17,90.
Quase todos os itens indicam desempenho sólido em relação às expectativas, apoiados pela disciplina de gastos de clientes de alta renda e pela flexibilidade financeira da base de clientes da empresa, que tem foco estratégico em viagens, entretenimento e programas de fidelidade.
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