- O prolongamento da guerra entre EUA e Irã não é positivo economicamente para ninguém, segundo a analista Paula Zogbi.
- No curto e médio prazo, o conflito pode provocar inflação e elevar custos com combustíveis, o que preocupa a política de juros brasileira.
- O Brasil se beneficia parcialmente do aumento de commodities, mas o saldo geral não é favorável se a guerra durar mais.
- A rotação de portfólio tem valorizado o real e aumentado a participação de estrangeiros na bolsa brasileira, que já responde por mais de metade do capital.
- O risco é que o choque sobre commodities, mesmo elevando fluxos, gere pressão inflacionária e/ou deterioração da atividade econômica.
O prolongamento da guerra entre EUA e Irã não traz ganho econômico para nenhum lado, avalia Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad. A especialista participou do programa Mercado Aberto, do Canal UOL, para comentar impactos de curto e médio prazo.
Zogbi explicou que os mercados oscilam e esperam o fim do conflito. Ela apontou efeitos para a economia brasileira, com alta de commodities gerando fluxo emergente, mas aumentando pressões inflacionárias caso a tensão se estenda.
Para a analista, a rotação de portfólio tem favorecido países emergentes, inclusive o Brasil, com participação estrangeira dominante na bolsa brasileira, que supera 50% do capital.
Segundo a profissional, o real tem se valorizado devido a esse fluxo, embora o choque de commodities possa voltar como pressão inflacionária, afetando a atividade econômica e a trajetória da taxa de juros.
Contexto de investimentos
O programa Mercado Aberto vai ao ar de segunda a sexta, às 8h, no UOL, apresentado por Amanda Klein, trazendo os principais movimentos do mercado financeiro.
Onde assistir: home do UOL, YouTube, Facebook e plataformas de TV conectadas. O conteúdo também está disponível no UOL Play.
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