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Apólices de carbono viabilizam projetos e atraem investimentos

Apólices de carbono protegem ativos florestais no Brasil contra reversões, fraudes e volatilidade, impulsionadas por projetos de restauração

Claudia Prates, da CNseg: Brasil reúne vantagens para impulsionar globalmente o seguro para créditos de carbono — Foto: Divulgação
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  • Seguros para créditos de carbono começam a ser ofertados no Brasil, com foco em restauração e conservação de florestas, visando mercado global de US$ 1,01 bilhão em 2026 e crescimento de 12,5% até 2035.
  • Brasil lidera o mercado voluntário na América do Sul, respondendo por quarenta por cento dos projetos e por vinte e cinco,6 por cento das reduções de emissões anuais; créditos florestais devem representar cinquenta e seis por cento do total mundial em 2026.
  • A Howden Seguros foi pioneira globalmente; no Brasil, as primeiras apólices surgiram em 2025, cobrindo riscos de eventos climáticos extremos em projetos de restauração.
  • Em 2024, Future Climate e a gestora AON lançaram o primeiro seguro brasileiro para agentes do mercado de carbono, cobrindo até quarenta por cento do valor da transação, com custo adicional de cinco por cento sobre o valor segurado.
  • O principal desafio é o custo e a necessidade de escala e regulamentação; especialistas apontam melhoria em cinco anos com maior participação de resseguradoras e regulamentação do mercado.

Os seguros para projetos de créditos de carbono começam a ganhar espaço no Brasil, com foco em conservação e restauração de florestas. O mercado voluntário global deve alcançar US$ 1,01 bilhão em 2026 e crescer 12,5% até 2035, impulsionado por compromissos corporativos de compensação.

No Brasil, a liderança regional aparece como diferencial: o país responde por cerca de 40% dos projetos e 25,6% das reduções de emissões anuais no mercado voluntário sul-americano. Especialistas apontam estabilidade regulatória e segurança jurídica como condições para ampliar esse movimento.

Mercado de seguros para créditos de carbono

Globalmente, a Howden Seguros foi pioneira, lançando em 2022 o primeiro produto para o mercado voluntário, cobrindo riscos como não entrega de créditos e falha de pagamento. No Brasil, as primeiras apólices surgiram em 2025, voltadas a restauração florestal e proteção contra incêndios e vendavais.

No desenho da operação, a estrutura envolve contrato com outra seguradora e resseguro para diluir riscos. O objetivo é aumentar a confiança em projetos e reduzir fraudes que atingem o mercado voluntário, sem substituir certificações e auditorias.

No Brasil, o interesse é visível, mas o custo é apontado como entrave. O seguro é visto como produto customizado, adaptado aos projetos de carbono, que costumam exigir soluções sob medida. Um passo adicional depende de maior escala e de regulamentação do mercado regulado.

A Future Climate, em parceria com a AON, lançou em 2024 a primeira apólice brasileira voltada aos agentes do mercado de carbono, especialmente compradores finais. O produto cobre até 40% do valor da transação, mediante um prêmio de 5% sobre o valor segurado.

A motivação é reduzir riscos de fraudes, dupla contagem, mudanças metodológicas e desempenho dos projetos. Mesmo com interesse inicial, o custo do seguro precisa de demonstração de ganho para ganhar escala no mercado. A atuação de resseguradoras é vista como fundamental para acelerar a implantação.

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