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Banco deve sair melhor na temporada de balanços, segundo projeções

Balanços do primeiro trimestre de 2026 devem manter Bradesco e Itaú entre os destaques, com Santander e Banco do Brasil apresentando resultados mais fracos

Qual banco deve se sair melhor na temporada de balanços? Veja projeções — Foto: Freepik
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  • A temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026 começou e os bancos do Ibovespa devem apresentar resultados majoritariamente positivos, com exceções.
  • Santander deve registrar lucro líquido próximo de R$ 4 bilhões, ROE de 16,6%, com leve queda em relação ao trimestre anterior; BTG projeta cerca de R$ 4,15 bilhões, com queda de 2% a 3% e leve recuo na carteira de crédito.
  • Bradesco é visto pelos analistas com evolução positiva: lucro líquido de R$ 6,7 bilhões, alta de 3% no trimestre e 14% em 12 meses; ROE esperado de 15,4%.
  • Banco do Brasil enfrenta desafio, com lucro estimado em R$ 3,6 bilhões e ROE de 7,5%; BTG aponta deterioração das perspectivas e possível queda de cerca de 20% no lucro antes dos impostos, além de maior rigidez no ciclo de crédito.
  • Itaú e B3 aparecem entre os destaques: Citi projeta lucro de Itaú em R$ 12,1 bilhões; B3 deve ter o melhor desempenho entre market maker, com lucro de R$ 1,4 bilhão e ganho anual de 27%, impulsionado por volume diário recorde.

Desde o dia 14, empresas listadas na bolsa brasileira começaram a divulgar seus resultados do primeiro trimestre de 2026. O ciclo de balanços já projeta resultados majoritariamente positivos para os grandes bancos do Ibovespa, com exceções. Avaliações apontam divergências entre instituições.

A análise, conduzida por instituições como Itaú BBA e Citi, aponta tendências distintas entre Santander, Bradesco, Banco do Brasil, Itaú e a B3. Projeções variam conforme o eixo de atuação, como crédito, custos operacionais, carteiras em dólar e receitas com tarifas.

Santander

O Itaú BBA espera um trimestre um pouco mais fraco na comparação sequential, com lucro líquido em torno de 4 bilhões de reais e ROE de 16,6%, levemente abaixo do período anterior. O BTG também vê resultado fraco, com leve decréscimo frente o consenso de 4,1 bilhões.

A projeção do BTG para Santander é de 4,15 bilhões de lucro, com risco de queda de 2% a 3%, podendo ficar próximo de 4 bilhões. O ROE, segundo as casas, ficaria em 16,6%.

Bradesco

Para o Bradesco, o Itaú BBA antecipa evolução consistente, com lucro líquido de 6,7 bilhões de reais, alta de 3% na margem trimestral e 14% ante igual período de 2025. O ROE esperado é de 15,4%.

O Citi também aponta melhora sequential, apoiada por tarifas, controle de despesas e bom desempenho de seguros. A transação BradSaúde deve favorecer o capital, mantendo o lucro estimado em 6,7 bilhões.

Banco do Brasil

O BBAS3 deve enfrentar novo trimestre desafiador. O Itaú aponta desaceleração da carteira de crédito e provisões elevadas, com lucro estimado em 3,6 bilhões e ROE de 7,5%. O banco precisa acelerar para cumprir a meta de lucro de 2026.

O BTG adverte deterioração da visão sobre BB desde o início do ano, com crédito em expansão fraca e provável queda de cerca de 20% no EBITDA. Situação de custos no agronegócio e câmbio pesam sobre a performance.

Itaú

O Citi mantém visão de tendências sólidas para o Itaú, mesmo com menos dias úteis e adiantamento de dividendos que pressionam a margem financeira. A previsão de lucro líquido é de 12,1 bilhões de reais no trimestre.

Entre os fatores, apontam demanda estável por crédito, gestão de custos eficiente e impacto positivo de receitas de tarifas e seguros. O banco permanece entre os com projeções mais fortes.

B3

A B3 aparece como destaque no cenário de capitais, segundo o Itaú BBA. A bolsa deve registrar o melhor resultado entre empresas do setor, com lucro recorrente de 1,4 bilhão de reais, alta yearly de 27%.

A expectativa considera volume financeiro diário recorde de 38 bilhões de reais e fortemente receitas em derivativos. A margem EBITDA deve superar 71%, refletindo elevada alavancagem operacional.

> Fontes das projeções citadas incluem relatórios de bancos de investimento sobre as grandes instituições do Ibovespa, com foco em resultados esperados, ROE e variações de carteira de crédito e tarifas.

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