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Bancos pressionam Estée Lauder cotizar na Espanha para economizar até 4 bi Puig

Estée Lauder pode poupar até €4 bilhões ao cotizar Puig na Espanha, com troca de ações e parte em dinheiro, conforme direção regulatória e mercado

El presidente de Puig, Marc Puig, en una fotografía de archivo.
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  • Estée Lauder negocia la compra de Puig, buscando finalizar la operación con un canje de acciones y una parte en efectivo.
  • Banca de inversión y abogados recomiendan que la oferta permita cotizar en España o en la Unión Europea para ahorrar hasta 4.000 millones de euros en efectivo.
  • Si Puig no cotizara en una bolsa europea, la parte en efectivo podría ser mayor, y los accionistas recibirían dinero por la parte en acciones.
  • La CNMV y Bolsas y Mercados Españoles señalan que no hay obstáculo legal para que la nueva Estée Lauder Puig cotice en Madrid, y la estructura podría ser de canje mixto.
  • Puig tiene control casi total de los derechos de voto, lo que podría influir en la distribución de la contraprestación y el peso de la familia propietaria en la nueva empresa.

A Estée Lauder negocia desde o último mês a possível integração da Puig, grupo espanhol proprietário de marcas como Rabanne, Carolina Herrera e Nina Ricci. A discussão envolve alternativas para a contraprestação financeira e a forma de pagamento. A ideia central é reduzir custos por meio de uma operação em ações com aporte em dinheiro.

Segundo análises do mercado, a empresa norte-americana poderia economizar até 4 bilhões de euros em caixa caso utilize ações negociadas na UE como parte da troca. A recomendação é que a transação tenha cotação em Espanha para maximizar o benefício financeiro.

A CNMV e BME indicam que não há impedimentos regulatórios para uma cotação dupla da nova companhia, desde que a estrutura respeite a legislação de opas. Se a nova empresa operar apenas em Wall Street, pode ser exigido pagamento em dinheiro aos acionistas minoritários.

A estrutura típica envolve troca de ações da Estée Lauder por ações da Puig, com parcela em dinheiro. Bancos de investimentos sugerem cenários com primária de 25% de prêmio e até 13% de desconto, variando conforme o formato da operação.

O peso acionário da família Puig é relevante: detentora de 73,5% das ações, controla 93% dos votos graças a ações com múltiplos direitos de voto. Assim, a prática de governança pode influenciar o custo financeiro da operação.

Estimativas de mercado apontam que, sem cotação em Espanha, o pagamento em dinheiro poderia chegar a entre 2,4 bilhões e 4 bilhões de euros. O montante varia conforme a proporção de ações trocadas e a eventual venda de ações de voto único pela família Puig.

Além disso, o cenário enfrenta desafios como a possível exigência de crédito de 1,3 bilhão de euros ligado a mudanças de controle, além de eventuais proteções para as ações com direito de voto na Puig.

A capitalização da Estée Lauder caiu cerca de 5 bilhões de dólares desde o anúncio das negociações, ao passo que Puig subiu cerca de 25%, aproximando-se de 2 bilhões de euros de valor de mercado. A transação, se ocorrer, pode redefinir o panorama competitivo no setor.

Resultados esperados: Puig divulgará o desempenho do primeiro trimestre em 28 de abril, enquanto a Estée Lauder reporte seus números em 1º de maio. As próximas semanas devem esclarecer a forma final da oferta.

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