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BC reforça fiscalização e revisa plano de integridade após caso Master

Banco Central reforça Supervisão com 25% dos novos servidores em áreas da Fiscalização; plano de integridade deve ser divulgado até fim de maio após o caso Master

Diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, apresenta relatório de estabilidade financeira, em Brasília
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  • Vinte e cinco por cento dos cento e sessenta recém-chegados em janeiro foram alocados nos quatro departamentos da diretoria de Fiscalização.
  • No Departamento de Supervisão Bancária, entraram dez servidores, na semana em que os antigos chefes deixaram funções comissionadas.
  • Também foram 13 novos funcionários no Departamento de Gestão Estratégica e Supervisão Especializada, mais dez no Departamento de Monitoramento do Sistema Financeiro e oito no Departamento de Supervisão de Cooperativas e de Instituições Não Bancárias.
  • Ao todo, foram quarenta e um reforços contratados pelo BC.
  • A expectativa é que as medidas de governança e o plano de integridade revisado sejam divulgados até o fim de maio, em contexto ligado ao caso Master.

O Banco Central reforçou a atuação de fiscalização ao redistribuir parte de seu quadro. Dos 160 aprovados em concurso neste início de ano, 25% foram destinados a departamentos sob a diretoria de Fiscalização, liderada por Ailton de Aquino. A medida busca ampliar o monitoramento de instituições reguladas após o caso Master.

A mudança integra 41 reforços distribuídos entre 27 setores do órgão, com foco em Supervisão Bancária, Gestão Estratégica e Monitoramento do Sistema Financeiro, entre outros. No setor atingido pelo episódio Master, dez novos servidores ingressaram, quase todos em 26 de janeiro.

A chegada ocorreu na semana em que o então chefe do setor, Belline Santana, e o chefe-adjunto deixaram funções comissionadas. A estratégia visa recompor fisicamente a equipe após perdas por aposentadoria e transferências no fim de 2025.

Além de reforçar equipes, o BC avança na revisão do plano de integridade. O objetivo é estabelecer diretrizes que orientem a conduta de funcionários, com mudanças de governança previstas para divulgação até o fim de maio.

O BC mantém atenção aos riscos de conduta e de governança expostos pelo caso Master, que envolve antigos gestores sob investigação pela CGU e pela esfera criminal. A instituição busca reduzir o risco de captura institucional.

Na distribuição de novas vagas, também houve reforço no departamento de Gestão Estratégica e Supervisão Especializada, com 13 servidores, além de 10 no Monitoramento do Sistema Financeiro e 8 na Supervisão de Cooperativas e Instituições Não Bancárias.

A Supervisão de Conduta recebeu dez novos integrantes, integrando a diretoria de Cidadania e Supervisão de Conduta. O aumento de quadro ocorre em paralelo a ampliação da área de Tecnologia da Informação, que recebeu 55 servidores, conforme edital de 2024.

O BC trabalha com a perspectiva de ajustes na governança de decisões, incluindo a possibilidade de limitar mandatos para chefias. Também está em debate um rodízio mais amplo entre equipes que cuidam de cada instituição financeira, com foco em reduzir potenciais impactos de longo contato.

O presidente Gabriel Galípolo tem reiterado cautela sobre mudanças, apontando limitações de recursos e de estrutura legal. Ele também defende avançar em projetos legislativos que ampliem a autonomia do BC, tanto no âmbito regulatório quanto orçamentário.

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