- As ações globais tiveram rallyi impulsionado por resultados corporativos dos EUA, com o S&P 500 atingindo máximos históricos e o MSCI World subindo mais de dez por cento desde 30 de março.
- Cerca de 20% das empresas do S&P 500 já reportaram ganhos; aproximadamente 85% superaram as expectativas, com o setor de tecnologia responsável por parte da recuperação, ainda antes de grandes divulgação na próxima semana.
- Investidores permanecem atentos ao conflito no Oriente Médio e ao estreito de Ormuz, que segue fechado, com o Brent próximas de 102 dólares o barril; ainda há incerteza sobre impactos econômicos de longo prazo.
- Comentários de Goldman Sachs indicam disparidade na recuperação entre ativos, destacando que ações, áreas de tecnologia e mercados emergentes se recuperam, mas europeus e títulos ainda ficam para trás.
- Analistas sinalizam postura cautelosamente positiva para ativos de risco, mantendo coberturas e monitorando sinais do petróleo e do dólar, que tem mostrado volatilidade frente às notícias do conflito e de alto el fogo.
O mercado de ações registrou ganhos sustentados na última sessão, impulsionado pela melhoria dos resultados corporativos nos EUA e pela percepção de que a região de Oriente Médio pode manter-se sob controle temporariamente. O S&P 500 atingiu novos patamares históricos, com investidores focados nos fundamentos, ainda que permaneça elevada a incerteza em torno do estreito de Ormuz.
O índice de ações dos EUA acumula ganho relevante desde a virada de abril, apesar do risco geopolítico. O desempenho semanal aponta alta sólida, com o S&P 500 avançando em torno de 12% desde o mínimo de março. O índice de semicondutores, Philadelphia Semiconductor, registra alta de quase 39%.
Resultados corporativos e expectativas: cerca de 20% das empresas do S&P 500 já reportaram resultados no trimestre, segundo dados da FactSet. Cerca de 85% superaram expectativas de analistas. A expectativa para o conjunto do trimestre aponta crescimento de lucros de aproximadamente 10,1% para o índice.
Goldman Sachs aponta disparidade entre ativos: ações sobem nos EUA e em mercados asiáticos, mas ações europeias e bônus não acompanham com a mesma força, diante do risco de elevação de incertezas. A taxa de títulos alemães de 10 anos ficou em 3%, e a americana bateu 4,3%.
Em relatos de especialistas, a recuperação começou no início de abril. O impulso veio do apetite por risco, posições em opções e fluxo para dívida pública como refúgio, especialmente nos EUA e na zona do euro. Ainda assim, o banco ressalta risco de novas correções caso o choque energético persista.
Perspectivas de políticas e curva de juros: JPMorgan mantém postura cautelosamente otimista, com investimento total em ativos de risco, mas com proteções em renda fixa e crédito. A visão inclui a IA, com a entrada de Mythos como fator que pode influenciar decisões de investimento.
No fronto geopolítico, o estreito de Ormuz permanece fechado e Washington e Teerã não dialogaram formalmente até o momento. O presidente Donald Trump sinalizou possibilidade de reunião, enquanto Teerã afirmou ter atacado dois navios que transporiam a via. O petróleo Brent opera ao redor de 102 dólares por barril.
O mercado de câmbio tem registrado movimentos moderados. O dólar perdeu força frente ao euro, que já opera acima de 1,17 dólar. Analistas recordam que o robustecimento do petróleo pode influenciar o ritmo de ativos de risco, caso o cessar-fogo não se consolide.
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