- Brasil fechou 2025 com produção total de 89,9 milhões de toneladas de ração, alta de 2,8% frente ao ano anterior, consolidando o país como o terceiro maior produtor mundial, atrás de China e Estados Unidos.
- A produção global de ração atingiu 1,4 bilhão de toneladas, com variação brasileira próxima da mundial (2,9% vs 2,8%).
- Frangos de corte tiveram aumento de 2,7% na produção de ração, sustentado por consumo doméstico robusto (47,8 kg per capita por ano) e exportações estáveis.
- Aquicultura registrou alta de 8,9% na ração, puxada pela tilápia, com maior consumo de peixe no varejo devido aos preços da carne bovina e suína.
- Bovinos de corte cresceram 7,1% na ração, suínos 1,9%, bovinos de leite 2,8%, e outras espécies também apresentaram avanços (aves de postura 2,4%; pets 0,7%; equinos 0,3%).
O Brasil fechou 2025 com a produção total de 89,9 milhões de toneladas de ração, alta de 2,8% em relação a 2024. O estudo aponta o país como o 3º maior produtor mundial, atrás de China e Estados Unidos. O relatório é o Agri-Food Outlook 2026, da Alltech.
Segundo o levantamento, o patamar brasileiro acompanha a média global de crescimento, de 2,9% no mesmo período. A Alltech modela dados a partir de 142 países e 38.837 fábricas de ração.
A expansão brasileira decorre do impulso das exportações, da demanda doméstica por proteínas e de melhorias na estrutura de custos. Todas as categorias de espécies registraram aumento na produção no ano passado.
Frangos de corte registraram alta de 2,7% na produção de ração, com recordes no abastecimento doméstico e exportações, mesmo diante de interrupções ligadas à gripe aviária.
A aquicultura avançou 8,9% na entrega de ração, puxada pelo crescimento da tilápicultura e pelo aumento do consumo interno, incentivado pela elevação de preços da carne bovina e suína.
Bovinos de corte tiveram elevação de 7,1% na ração, sustentados por margens de confinamento e fortes fluxos de exportação, apesar de restrições de poder de compra no varejo.
Suínos cresceram 词 1,9% na oferta de ração, acompanhando maior abate e exportações. A produção anual de ração prevista é de 22 milhões de toneladas para o setor.
Bovinos de leite avançaram 2,8% na ração, com queda de preços ao produtor nas etapas anteriores, mas aumento de 10% na aquisição de leite cru no 3º trimestre fortalecendo o setor.
Outras espécies também apresentaram ganhos: aves de postura (+2,4%), pets (+0,7%) e equinos (+0,3%).
Dados globais
Globalmente, a maior parte das regiões mostra recuperação e expansão, embora o crescimento seja desigual e mais associado a ganhos de produtividade que ao aumento do rebanho.
| País | Total Produzido (milhões de t) | Variação |
| China | 330,063 | +4,8% |
| Estados Unidos | 267,383 | -0,8% |
| Brasil | 89,904 | +2,8% |
| Índia | 57,729 | +4,5% |
| México | 41,883 | +1,2% |
| Rússia | 38,347 | +1,1% |
| Espanha | 37,507 | -3,4% |
| Vietnã | 26,524 | +2,6% |
| Turquia | 25,480 | +3,8% |
| Japão | 24,006 | -1,3% |
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