- O Cade abriu, por unanimidade, investigação contra o Google sobre uso de inteligência artificial em conteúdo jornalístico em suas plataformas.
- O objetivo é apurar possível abuso exploratório de posição dominante, com a reinserção do caso na Superintendência-Geral.
- O processo considera mudanças tecnológicas desde 2019, quando o foco eram trechos de notícias exibidos nos resultados de busca; hoje, IA generativa altera acesso e monetização.
- O voto de Diogo Thomson destacou a necessidade de análise econômica mais robusta, com evidências detalhadas, e Camila Cabral apoiou cautela diante da rápida transformação tecnológica.
- Os próximos passos incluem ampliar a coleta de dados e medir métricas como impressões, cliques, CTR, zero-click, tempo de permanência e tráfego direcionado, para possível aplicação de sanções.
O Cade abriu um processo administrativo para investigar o Google por uso de inteligência artificial em conteúdo jornalístico nas suas plataformas. A decisão foi tomada por unanimidade pelo plenário, nesta quinta-feira (23), com base na possível prática de abuso exploratório de posição dominante. O caso volta à Superintendência-Geral para aprofundar a apuração, considerada a partir de mudanças tecnológicas desde 2019.
A decisão foi apoiada pelo presidente interino do Cade, Diogo Thomson de Andrade, que destacou a necessidade de ampliar a análise econômica sobre a relação entre plataformas digitais e produtores de conteúdo. Camila Cabral Pires-Alves acompanhou o voto, concordando com a instauração e pedindo avaliação mais detalhada de impactos no ecossistema.
Mudanças de mercado
Thomson ressaltou que o uso de IA generativa modifica a forma como o conteúdo jornalístico é acessado e monetizado, alterando a dinâmica de busca e de distribuição de tráfego. A incorporação dessas ferramentas, segundo ele, exige avaliação contínua do ambiente competitivo.
Próximos passos institucionais
A Superintendência-Geral deverá ampliar a coleta de dados e acompanhar métricas como impressões, cliques, CTR, tempo de permanência e tráfego direcionado. Ao final, o processo pode resultar na aplicação de sanções em caso de infração à ordem econômica.
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