- Vendas de automóveis na China caíram 18% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, sinalizando demanda fraca no mercado interno.
- No ano passado, as exportações de carros chineses somaram 5,8 milhões, quase 20% a mais que o ano anterior.
- As exportações totais de veículos devem crescer 4% este ano, chegando a 7,4 milhões, segundo a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis.
- Mercados externos são vistos como mais lucrativos, levando montadoras a mirar Europa, América Latina e Sudeste Asiático, com o Salão do Automóvel em Pequim destacando esse foco.
- Aito, apoiada pela Huawei, pretende vender 1 milhão de veículos até 2030 e quer que 20% do volume venha do exterior nos próximos três anos, iniciando entrada em mercados do norte da Europa; os EUA seguem praticamente fechados para carros chineses.
A China intensifica o impulso global de veículos elétricos, buscando ampliar exportações mesmo diante de queda nas vendas internas. No primeiro trimestre, as vendas de automóveis no país recuaram 18% ante o mesmo período de 2025. A expectativa é de estabilidade ou baixa no curto prazo.
Analistas apontam que mercados externos oferecem margens maiores e maior crescimento de volume. O foco de exportação envolve europeus, latino-americanos e o Sudeste Asiático, além de ampliar presencia de marcas chinesas no exterior.
Exportação e corrida global
As exportações totais de veículos da China devem alcançar 7,4 milhões neste ano, alta de cerca de 4% na comparação com 2025, segundo a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis. Em 2025, o país já exportou 5,8 milhões de veículos.
Aito, marca elétrica apoiada pela Huawei e controlada pela Seres Group, projeta vender 1 milhão de veículos anuais até 2030. O presidente John Zhang afirmou à Reuters que as vendas no exterior podem representar cerca de 20% do total nos próximos três anos.
Mercados-alvo e entraves
A entrada em mercados do norte da Europa está prevista para este ano, puxada pela maior aceitação de EVs. Nos EUA, o cenário permanece restritivo, com tarifas elevadas e barreiras regulatórias que dificultam a importação de carros chineses.
Especialistas ressaltam que o Brasil e outros mercados emergentes costumam observar a evolução da tecnologia e da rede de infraestrutura. A China busca, assim, ampliar a presença global sem perder competitividade interna.
Tensões e perspectivas
A indústria chinesa de veículos elétricos enfrenta tarifas na Europa e competição de fabricantes locais, ampliando a pressão para reduzir custos. Comentários de analistas destacam que o país não é mais visto apenas como emergente, mas como referência de tecnologia automotiva.
Entre questões geopolíticas, senadores norte-americanos discutem medidas para controlar montagem de carros chineses nos EUA, enquanto Trump sinaliza abertura para fábricas no país. Uma cúpula com Xi Jinping está prevista para o próximo mês, fortalecendo o diálogo econômico.
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