- Correios buscam novo empréstimo com bancos para completar o plano de reestruturação, após ter feito um empréstimo de R$ 12 bilhões em dezembro de 2025, estimando necessidade adicional de R$ 8 bilhões para chegar a R$ 20 bilhões no total.
- O presidente Emmanoel Rondon afirmou, em coletiva sobre o balanço de 2025, que a receptividade do mercado tem sido maior do que no ano anterior.
- A empresa enfrenta crise financeira prolongada, com prejuízos desde 2022, déficit estrutural bilionário, custos elevados e mudanças no setor logístico.
- Medidas da reestruturação incluem cortes de despesas, revisão operacional, venda de ativos, programa de demissão voluntária com até 10 mil funcionários, fechamento de unidades deficitárias e expansão de receitas por meio de parcerias.
- Em 2025, os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões, receita bruta de R$ 17,3 bilhões, com provisões por passivos judiciais elevadas; o patrimônio líquido ficou negativo em R$ 13,1 bilhões e o PDV atingiu apenas 30% da meta.
Após captar R$ 12 bilhões, Correios buscam novo empréstimo com bancos. O presidente da estatal, Emmanoel Rondon, disse nesta quinta-feira (23/4) que a empresa está em tratativas com bancos para aportes adicionais.
O objetivo é completar o pacote de reestruturação financeira, que soma 20 bilhões de reais em recursos para reequilibrar o caixa e sustentar a operação nos próximos anos. Ainda são necessários cerca de 8 bilhões de reais para fechar o montante.
Rondon afirmou que houve maior receptividade do mercado desde 2025, quando o empréstimo de 12 bilhões já havia sido contratado. Ele participou de coletiva para detalhar o balanço de 2025 da estatal.
A busca por recursos ocorre em meio a uma crise financeira prolongada, com prejuízos recorrentes desde 2022 e déficit estrutural, pressionado por custos elevados e mudanças no setor logístico. O dinheiro é visto como essencial para manter liquidez de curto prazo.
A direção da empresa diz que os recursos devem melhorar a operação e recuperar a confiança do mercado. A expectativa é de continuidade da pressão nos resultados em 2026, com recuperação mais consistente a partir de 2027, conforme o plano de reestruturação.
Entre as medidas estão cortes de despesas, revisão da estrutura operacional, venda de ativos e programa de demissão voluntária que pode atingir até 10 mil funcionários. A estatal também pretende fechar unidades deficitárias e buscar novas receitas por meio de parcerias.
A reestruturação foi desenhada diante de um cenário considerado crítico pela própria empresa, com projeção interna de prejuízo de até 23 bilhões de reais em 2026 se não houver mudanças. A nova rodada de captação é vista como essencial para evitar agravamento financeiro.
Balanço de 2025
Em 2025, os Correios registraram prejuízo de 8,5 bilhões de reais. A receita bruta somou 17,3 bilhões, com 6,4 bilhões de reais em provisões relacionadas a questões judiciais. O patrimônio líquido ficou negativo em 13,1 bilhões de reais.
O presidente explicou que a queda de receita, aliada a maiores provisões por passivos judiciais e a manutenção de despesas elevadas, contribuiu para o resultado negativo. O PDV teve adesão de 30% da meta prevista, inferior ao esperado.
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