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Correios registram déficit de R$8,5 bilhões em 2025

Correios fecha 2025 com déficit de 8,5 bilhões e lança plano de reestruturação em três fases, com corte de 15 mil empregos e fechamento de mil unidades

Sede dos Correios e detalhes de agência da empresa, no Setor Bancário Norte, em Brasília
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  • A Correios anunciou déficit de R$ 8,5 bilhões em 2025, conforme balanço apresentado pelo presidente Emmanuel Rondon em 23 de abril; em 2024, a receita bruta foi de R$ 17,3 bilhões e o déficit com processos judiciais chegou a R$ 6,4 bilhões.
  • A queda de receitas em segmentos tradicionais, maior custo operacional e perdas logísticas são apontados como principais causas; o crescimento do e-commerce ajudou, mas não compensou os gargalos.
  • A estatal apresenta um plano de reestruturação em três fases para recuperar liquidez, começando com um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco instituições financeiras.
  • Segunda fase (2026‑2027): PDV para 15 mil funcionários, fechamento de cerca de mil unidades, revisão de cargos de média e alta remuneração e ajustes em planos de saúde e previdência.
  • Terceira fase (2027): foco na modernização, com a implementação de um novo modelo de negócios apoiado em inovação, parcerias e novas fontes de receita.

O presidente dos Correios, Emmanuel Rondon, informou nesta quinta-feira (23/4) que a estatal registrou um déficit de 8,5 bilhões de reais em 2025. O anúncio ocorreu durante a apresentação sobre os 100 dias do plano de reestruturação.

Segundo ele, a receita bruta registrada no exercício anterior foi de 17,3 bilhões de reais. Entre as despesas, apenas os custos ligados a processos judiciais contribuíram com um déficit de 6,4 bilhões.

Rondon destacou que, nos últimos anos, houve queda de receitas em segmentos tradicionais, aumento de custos operacionais e perdas logísticas. O crescimento do comércio eletrônico ajudou, mas não foi suficiente para compensar gargalos estruturais, investimentos não realizados e maior concorrência privada.

Plano de reestruturação em três fases

A estatal apresentou, no fim de 2024, um plano de reestruturação dividido em três fases. A primeira prevê recuperar a liquidez por meio de um empréstimo de 12 bilhões de reais assegurado em acordo com cinco instituições financeiras.

A segunda fase, entre 2026 e 2027, envolve reorganização e modernização. Entre as medidas estão oPDV para 15 mil funcionários, o fechamento de cerca de mil unidades e revisões de cargos, além de ajustes em planos de saúde e previdência.

A terceira fase, também iniciada em 2027, foca na modernização e na consolidação de um novo modelo de negócios. A ênfase será em inovação, parcerias e novas fontes de receita.

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