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Correios registram prejuízo de 8,5 bi em 2025; presidente não espera melhora

Correios registram prejuízo de 8,5 bilhões em 2025; empréstimo de 10 bilhões não compensa a queda de receita, com precatórios puxando o resultado

Brasília (DF) 29/12/2025 - O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, acompanhado dos diretores da estatal, apresenta as medidas prioritárias do Plano de Reestruturação 2025–2027 da empresa (Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
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  • Os Correios registraram prejuízo de 8,5 bilhões de reais em 2025, com os precatórios judiciais sendo o principal fator do resultado negativo.
  • A receita líquida caiu 11,35% no ano, para 17,3 bilhões de reais.
  • Os pagamentos de precatórios atingiram 6,4 bilhões de reais, alta de 55,12% na comparação anual.
  • A estatal recebeu um empréstimo de 10 bilhões de reais junto ao setor bancário, com garantia do Tesouro Nacional, para reforçar o caixa.
  • O plano de reestruturação está em curso, mas ainda não trouxe resultados significativos, e a direção aponta custos fixos elevados e concorrência como entraves.

Os Correios divulgaram prejuízo de 8,5 bilhões de reais em 2025, informado pela própria estatal nesta quinta-feira, 23. O resultado foi puxado por pagamentos de precatórios ligados a decisões judiciais. Mesmo com um empréstimo de 10 bilhões de reais garantido pelo Tesouro Nacional, a empresa não conseguiu reverter o quadro negativo.

A receita líquida caiu 11,35% no ano, totalizando 17,3 bilhões de reais. Desse montante, 6,4 bilhões de reais referem-se aos precatórios, com alta de 55,12% ante 2024. O peso desses desembolsos é apontado como principal fator da queda.

Os Correios acumulam prejuízos trimestrais desde os últimos meses de 2022, já somando mais de três anos nessa tendência. O presidente da estatal, Emmanoel Rondon, afirmou que a recuperação ainda levará tempo.

Desdobramentos e plano de recuperação

O plano de reestruturação está em curso, mas não apresentou resultados significativos até o momento. A direção atribui o desempenho à elevada soma de custos fixos em um mercado com concorrência acentuada. A liderança destaca o desafio da presença universal da empresa.

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