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Catástrofes do universo deixam crateras gigantes ao redor do mundo

Impactos cósmicos formaram crateras de até 300 quilômetros de diâmetro, moldando paisagens, solo e a história geológica da Terra há milhões de anos

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  • Quedas de asteroides e meteoritos na Terra aquecem na entrada na atmosfera e podem provocar colisões que geram crateras de grande destruição.
  • A Terra possui mais de cento e cinquenta crateras com diâmetro acima de um quilômetro; a Cratera de Barringer, no Arizona, tem mais de um quilômetro de diâmetro e cerca de 200 metros de profundidade, formada há cerca de cinquenta mil anos.
  • Entre as maiores, destacam-se a Cratera de Kara, na Rússia, com 65 quilômetros de diâmetro e formada há 70,3 milhões de anos; a de Tookoonooka, na Austrália, com 65 quilômetros, há 11 milhões de anos; e a de Morokweng, na África do Sul, com 70 quilômetros, formada há 145 milhões de anos.
  • A Cratera da Baía de Chesapeake, nos Estados Unidos, tem cerca de 35 milhões de anos e pode ter mais de um quilômetro de profundidade em trechos; a Cratera de Chicxulub, no México, tem 180 quilômetros de diâmetro e está ligada à extinção dos dinossauros há 65 milhões de anos.
  • Entre as mais antigas está a Cratera de Vredefort, na África do Sul, com 300 quilômetros de diâmetro, formada há dois bilhões de anos e hoje em parte ocupada por uma cidade.

Ao redor do mundo, crateras gigantes formadas por impactos de asteroides e meteoritos revolucionam a compreensão da história planetária. Os objetos entram na atmosfera, aquecem intensamente e podem provocar choques de grande escala. Fatores como velocidade e composição definem a destruição resultante.

A Terra abriga mais de 160 crateras com diâmetro acima de 1 km. Entre elas, a Cratera de Barringer, no Arizona, é uma das mais bem preservadas, com cerca de 1 km de diâmetro e 200 m de profundidade. Segundo estudos, o impacto ocorreu há cerca de 50 mil anos, a 40 mil km/h.

Quaisquer crateras de maior porte revelam eventos ocorridos há milhões de anos e deixam marcas no relevo, como lagos e depressões. O estudo dessas estruturas ajuda a compreender a geologia e os eventos que moldaram o planeta.

Principais crateras do mundo

  • Nenetsia, Rússia: Cratera de Kara, com 65 km de diâmetro, formada há 70,3 milhões de anos. A erosão pode ter reduzido seu tamanho ao longo do tempo.
  • Queensland, Austrália: Cratera de Tookoonooka, 65 km de diâmetro, criada há cerca de 11 milhões de anos. Descoberta na década de 1980.
  • North West, África do Sul: Cratera de Morokweng, 70 km, originada há 145 milhões de anos; descoberta em 1994 no deserto de Kalahari.
  • Virginia, EUA: Cratera da Baía de Chesapeake, formada há 35 milhões de anos; profundidades superiores a 1 km registradas durante exploração de petróleo em 1984.
  • South Australia: Cratera de Acraman, 90 km, criada há 580 milhões de anos; áreas misturam lago e deserto.
  • Sibéria, Rússia: Cratera de Popigai, 35,7 milhões de anos, associada a rochas derretidas; atual geoparque no local.
  • Quebec, Canadá: Cratera de Manicouagan, 100 km, formada há 215 milhões de anos; famosa pelo lago circular de vista orbital.
  • Western Australia: Cratera de Woodleigh, 120 km, de 364 milhões de anos; profundidade de 200 m e presença do mineral reidite.
  • Ontario, Canadá: Sudbury Basin, 130 km, formou-se há 1,8 bilhão de anos; fragmentos de rocha lançados a até 800 km.
  • Yucatán, México: Cratera de Chicxulub, 180 km, criada há 65 milhões de anos, associada à extinção dos dinossauros; o asteroide teria cerca de 16 km de diâmetro.
  • Free State, África do Sul: Cratera de Vredefort, 300 km, formada há 2 bilhões de anos; maior e mais antiga do planeta, hoje abriga uma cidade em parte de seu interior.

O conjunto desses depósitos fornece evidências sobre a diversidade e a magnitude de impactos ao longo da história da Terra. A identificação de crateras envolve estudos de geologia, geofísica e paleontologia, com informações obtidas por levantamentos de campo, imagens de satélite e amostragens.

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