- O IPCA‑15 de abril deve subir 0,96%; a inflação em 12 meses pode chegar a 4,44%, contra 3,89% em março.
- Principais fontes da pressão: Transportes (gasolina +5,90%), alimentação (1,63%), com altas em carnes (+2,14%) e leite e derivados (+5,50%).
- Serviços apresentam desaceleração, projetados em 0,35% no mês, mas núcleo da inflação fica alto em 4,23% em 12 meses.
- Gasolina e itens de habitação puxam a inflação; energia elétrica avança 0,82% e gás de botijão, 1,50%.
- Guerra no Irã aumenta impactos de preços, com difusão da inflação em alta e projeção para IPCA de 2026 em 4,85%.
O IPCA-15 de abril, prévia oficial da inflação medida pelo IBGE, deve subir 0,96% no mês, segundo projeção da Warren Investimentos. Se confirmado na divulgação de 28 de abril, a inflação em 12 meses chegará a 4,44%, ante 3,89% em março. A leitura reforça pressão inflacionária elevada, impedindo sinal de arrefecimento rápido.
A resistência da inflação está ligada a itens administrados, combustíveis e alimentação no domicílio, além dos efeitos indiretos da guerra no Oriente Médio sobre preços sensíveis ao cenário internacional. Gasolina é apontada como principal fator de alta dentro do grupo Transportes.
Entre os itens, a gasolina pode avançar 5,90% em abril, segundo a projeção. A passagem aérea tende a desacelerar, de 5,94% em março para 2,00% em abril, ajudando a conter o grupo Transportes.
No grupo Alimentação e bebidas, a projeção é de alta de 1,63%, puxada por alimentos in natura, carnes (+2,14%) e leite e derivados (+5,50%). Em Habitação, a energia elétrica deve subir 0,82% e o gás de botijão, 1,50%.
Os Serviços devem apresentar leve alívio, com alta de 0,35% em abril, ante 0,50% em março. Mesmo assim, o indicador de serviços permanece elevado, em 5,24% nos 12 meses, sinalizando inflação persistente em itens atrelados à renda.
A média dos núcleos da inflação, acompanhada pelo Banco Central, fica em 0,38% no mês e 4,23% em 12 meses. Segundo a Warren, cerca de 15% da cesta já reflete efeitos diretos da guerra entre EUA e Irã, principalmente por petróleo, combustíveis e logística.
Esse grupo sensível ao conflito deve acelerar de 0,50% em março para 3,20% em abril. Mesmo sem a gasolina, a alta projetada é de 1,83%, acima de 0,79% anteriores. O índice de difusão deve subir de 63,2% para 76,6%.
Projeção para 2026 permanece acima da meta. A Warren mantém o IPCA fechado de 2026 em 4,85%, acima do centro da meta do BC. O cenário indica espaço restrito para cortes agressivos da Selic, diante da combinação de pressão externa e inflação doméstica.
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