- Investidores estrangeiros já injetaram quase R$ 65 bilhões na bolsa até 20 de abril, valor que supera o total agregado de 2024 e 2025.
- A participação de estrangeiros no mercado de ações brasileiro subiu para um recorde de 62%.
- O fluxo externo ajudou o Ibovespa a alcançar máximas históricas e a se manter acima de índices como o MSCI Emerging Markets e o S&P 500.
- Entre os motivos apontados, estão alta liquidez, expectativa de queda de juros e políticas favoráveis ao mercado após as eleições de outubro, além da posição do Brasil como exportador de petróleo.
- Mesmo assim, investidores locais reduziram a exposição a ações, pressionados por juros de dois dígitos aminorando a atratividade de renda variável.
O fluxo de capitais estrangeiros para a bolsa brasileira atingiu novo recorde até 20 de abril, totalizando quase R$ 65 bilhões. O avanço impulsionou o Ibovespa a novas máximas, com o dinheiro externo superando o total somado de 2024 e 2025.
A participação de investidores de fora no mercado de ações brasileiro subiu a 62%, recorde, segundo dados da B3. Especialistas afirmam que o cenário externo mais favorável ao risco sustenta essa tendência.
Mercados emergentes, incluindo o Brasil, têm atraído recursos com a expectativa de cortes de juros e políticas que favoreçam o mercado após eleições presidenciais. Comércio de petróleo e distanciamento geográfico da violência internacional ajudam o apetite por ações brasileiras.
Fluxo externo e contexto
Executivos de bancos apontam que a recuperação de fluxos pode se manter ao longo do ano, alimentada pela busca por renda em meio a juros baixos. A alta liquidez interna facilita entradas adicionais no mercado.
Ainda que o exterior conduza o movimento, investidores locais permanecem retraídos pela dificuldade de superar juros de dois dígitos. A participação doméstica em ações está em queda histórica, enquanto o câmbio segue volátil.
A volatilidade permanece diante de incertezas globais e do cenário eleitoral. Analistas destacam que, se houver melhoria nas tensões no Oriente Médio, o Ibovespa pode manter o impulso, com o Brasil sendo visto como opção de diversificação.
O Banco Central anunciou recente redução de 0,25 ponto percentual na Selic, o que pode favorecer a retomada de compras locais. Além disso, a percepção de Brasil como exportador de commodities sustenta a atratividade do país aos olhos de gestores globais.
Marcelo Okura, UBS, ressalta que o país se destaca pela distância de conflitos e pela liquidez de seu mercado, desde que não haja uma crise global profunda que afete ativos de baixo risco.
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