- Exportações brasileiras de insumos agrícolas somaram US$ 188 milhões no primeiro trimestre de 2026, o maior valor para o período, com 30,9 mil toneladas embarcadas e alta de 8,7% frente ao mesmo período de 2025.
- Segmento de sementes alcançou US$ 63 milhões no trimestre, cerca de um terço do total, e teve o melhor resultado já registrado para os três primeiros meses do ano.
- Novos destinos e diversificação: nabo (Uruguai), ricino (Congo e Quênia), sorgo (Bolívia) e melão (Estados Unidos) entre os itens exportados, representando 14% das vendas do segmento.
- Defensivos químicos seguem como principal item exportado, com US$ 105 milhões; bioinsumos totalizaram US$ 21 milhões.
- Importações de defensivos caem 11% no 1º trimestre, para US$ 2,3 bilhões; no setor de bioinsumos, janeiro de 2026 registrou R$ 445 milhões (+3%), com 12 milhões de hectares tratados (+18%), e bioinseticidas lideraram em valor (R$ 264 milhões) e área tratada (5,3 milhões de hectares).
Exportações brasileiras de insumos agrícolas atingiram US$ 188 milhões no primeiro trimestre de 2026, o maior valor já registrado para o período. O total envolve defensivos químicos, bioinsumos e sementes, com 30,9 mil toneladas embarcadas. Comparado ao mesmo período de 2025, houve alta de 8,7%.
O levantamento é da nota de abril do CropData, plataforma da CropLife Brasil que acompanha indicadores do setor. O desempenho evidencia a expansão da presença brasileira no mercado internacional de tecnologias para o campo. Entre os segmentos, as sementes tiveram destaque, somando US$ 63 milhões, um terço do total.
O gerente executivo da CropLife Brasil, Renato Gomides, aponta expansão setorial e maior diversificação da pauta exportadora. Segundo ele, o portfólio de sementes cresceu e se renovou, alcançando mercados em quatro continentes.
Novos destinos e produtos
Em 2022, as exportações de sementes eram dominadas por forrageiras, milho e hortaliças, com 92% das vendas. Em 2026, essas culturas seguem na dianteira, mas Respondem por 82%, abrindo espaço para novos itens.
No primeiro trimestre, o Brasil exportou sementes de nabo para o Uruguai, ricino para Congo e Quênia, sorgo para a Bolívia e melão para os EUA. Esses envios já representam 14% das vendas do segmento, sinalizando portfólio mais diversificado.
Defensivos seguem na frente em valor
Mesmo com o crescimento das sementes, os defensivos químicos continuam como o principal item exportado, com US$ 105 milhões no período. Os bioinsumos somaram US$ 21 milhões, mostrando ganho de espaço no mercado.
Os bioinsumos são produtos de origem biológica usados para controle de pragas, nutrição vegetal ou estímulo ao crescimento, cada vez mais aliados aos insumos convencionais.
Importações recuam
As importações de defensivos químicos registraram queda no primeiro trimestre de 2026, totalizando US$ 2,3 bilhões, ante igual período de 2025, queda de 11%. O volume importado caiu 8%, contribuindo para a redução do preço médio.
O estudo aponta menor participação de produtos formulados, técnicos e matérias-primas. A compensação ocorreu com maior presença de genéricos, o que ajudou a reduzir custos para o mercado interno.
O setor de bioinsumos teve desempenho estável no início de 2026. Em janeiro, o segmento movimentou R$ 445 milhões, alta de 3% frente a janeiro de 2025, com área tratada chegando a 12 milhões de hectares, 18% acima do ano anterior.
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