- Estudo da Boston Consulting Group com mais de 180 executivos mostra que IA e sistemas digitais ainda não geram melhorias consistentes nas cadeias de suprimentos; os ganhos são desiguais.
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- Cerca de sete em cada dez empresas já utilizam sistemas avançados de planejamento, mas muitas dependem de planilhas antigas, o que reduz os ganhos.
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- O entrave principal não é a tecnologia, e sim a dificuldade de integrá-la à rotina da empresa, com processos bem definidos e dados confiáveis.
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- No Brasil, o planejamento integrado já ocupa espaço na agenda de CEOs; líderes mais estruturados conectam analytics a transformações em processos, modelo operacional e governança.
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- Apenas cerca de dois em cada dez empresas obtêm ganhos com aplicações mais avançadas de IA; com IA generativa, esse índice fica em torno de sete por cento; IA funciona como complemento, desde que haja boa gestão de dados e decisões bem estruturadas.
O estudo da Boston Consulting Group (BCG) envolve mais de 180 executivos globais e analisa o impacto de investimentos crescentes em inteligência artificial e sistemas digitais nas cadeias de suprimentos. Em meio à adoção rápida dessas tecnologias, os ganhos ainda são desiguais e nem sempre atendem às expectativas.
Dados apresentados mostram que cerca de 70% das empresas já utilizam sistemas avançados de planejamento para estoques, produção e logística. Entretanto, poucas conseguem extrair todo o potencial dessas ferramentas, com parte dos colaboradores mantendo o uso de planilhas antigas.
Segundo a pesquisa, o entrave principal não está na tecnologia em si, mas na integração eficaz dessas ferramentas ao dia a dia da organização, com processos bem definidos e dados confiáveis. A implementação não acontece sem governança e alinhamento entre áreas.
Desafios e fatores internos
O planejamento tem ganhado peso estratégico nos últimos anos, com mais de 90% dos executivos usando-o para decisões. O cenário é marcado por oscilações da demanda (citado por cerca de 70%), tensões geopolíticas (64%) e problemas de oferta (62%). Dentro das empresas, mais de 75% relatam previsões imprecisas e falta de alinhamento.
A pesquisa aponta que o desempenho superior está associado ao nível de organização interna. Empresas mais estruturadas conseguem prever a demanda com maior precisão. Já as menos organizadas tendem a subutilizar sistemas e enfrentar dados inconsistentes.
No Brasil, Aline Ribeiro, diretora executiva do BCG, afirma que o planejamento integrado já ocupa espaço relevante na agenda de CEOs. Ela ressalta que a liderança evita tratar tecnologia como solução isolada, conectando analytics a transformações em processos, governança e operação.
Resultados de IA e ganhos com tecnologia
Apesar do entusiasmo com IA, os ganhos prácticos ainda são limitados. Apenas cerca de 20% das empresas globais relatam ganhos relevantes com aplicações mais avançadas de IA. Em relação à IA generativa, o índice cai para aproximadamente 7%.
Na prática, a IA funciona como complemento aos sistemas existentes, não como substituto. Os resultados dependem de boas práticas de gestão, dados confiáveis e decisões bem estruturadas, segundo a pesquisa.
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