- Flávio Bolsonaro (PL-RJ) discursou na Norte Show, em Sinop, sinalizando continuidade de estratégias pró-agronegócio e oposição a demarcação de terras indígenas.
- Reiterou promessa de que reservas não serão demarcadas se depender de seu governo, buscando segurança jurídica para o campo.
- Apresentou pacote de acenos ao setor: crédito com juros baixos, facilitação de financiamento e redução de burocracias; quer levar o tema ao STF e ao CADE com relação à moratória da soja.
- Caminhou entre produtores, participou de encontros com lideranças e realizou uma motociata, adotando símbolos usados pela campanha de Bolsonaro.
- Cenário político destaca competição interna no agro com a entrada de Ronaldo Caiado na corrida, alimentando debates sobre um eventual vice com origem no setor, com nomes como Tereza Cristina e Simone Marquetto entre as opções.
O pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, retomou em uma feira do agronegócio a narrativa que aproximou o pai, Jair Bolsonaro, do setor em 2018. O discurso enfatizou oposição entre produtores rurais e terras indígenas, com tom firme contra demarcações.
Flávio participou da Norte Show, em Sinop (MT), onde disse que nenhuma reserva será demarcada se depender de seu governo. A fala remete ao discurso da família sobre segurança jurídica para o campo e freio às áreas protegidas.
A participação ocorreu após entrada com camiseta “o agro é top” e troca de roupa para outra com o slogan “o futuro nasce do campo”. O senador manteve contato com produtores e lideranças, e realizou uma motociata, segundo relatos, mantendo o radar ligado ao agronegócio.
Segundo interlocutores, Flávio apresentou um conjunto de propostas alinhadas a um documento de entidades do setor, que abrange crédito, regulações ambientais e política fundiária. O pacote preconiza retomada de linhas do Plano Safra com juros menores e desburocratização.
No campo ambiental, o parlamentar criticou o que chamou de uso ideológico da pauta, defendendo atuação governamental que não atrapalhe o setor produtivo. A mensagem buscou manter o alinhamento com o agronegócio e a agenda bolsonarista.
A movimentação ocorre em um cenário de maior concorrência no espectro político rural. A entrada de Ronaldo Caiado na corrida presidencial alterou o equilíbrio entre possíveis candidatos do agronegócio e ampliou o leque de apoios buscados pelo grupo.
Perspectivas para a chapa
Lideranças do setor pressionam por um vice com vínculos fortes ao agro para 2026, visando facilitar interlocução em temas sensíveis. Entre nomes citados, aparecem ex-ministra Tereza Cristina e outras figuras com atuação no setor.
Tereza Cristina tem sido apontada como opção recorrente, mas reforçou interesse em disputar a presidência do Senado no próximo biênio. Assim, surgem alternativas entre quem mantém trânsito no agronegócio e opções fora do setor.
Outras possibilidades mencionadas incluem deputadas e ex-governadores com apelo conservador e empresarial, ampliando o leque de escolhas para a formação da chapa.
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