- O Tesouro Nacional pode ter internalizado capital após a emissão externa de 5 bilhões de euros, movimento que ajudou a fortalecer o real pela manhã.
- A tendência foi observada por operadores, que registraram venda expressiva de dólares pela corretora do UBS no início do pregão.
- A liquidação financeira da operação ocorreria em de 23 de abril, com a venda de euros para dólar e, em seguida, para o real, conforme entenderam os agentes.
- O movimento lembra episódio de fevereiro, quando houve venda forte de dólares após emissão externa e na data de liquidação dos bonds soberanos.
- Com o cenário de venda, houve melhora do dólar casado (dólar futuro versus à vista) e debate sobre possible reposição de swaps cambiais pelo Banco Central diante do bom desempenho do câmbio.
O real valorizou forte na manhã desta quinta-feira, em meio à percepção de internalização de capital pelo Tesouro Nacional após a emissão externa de 5 bilhões de euros realizada na semana passada. O movimento consistiu em uma venda expressiva de dólares observada por uma corretora específica no início das negociações.
Operadores de câmbio destacaram que a valorização ocorre apesar de o dia apresentar pressão em ativos de risco, com o impasse entre Estados Unidos e Irã. O real avançou frente a outras moedas, sendo a que mais se valorizou entre as 33 mais líquidas.
Segundo fontes do mercado, há uma probabilidade alta de que o movimento esteja associado à troca de euros por dólares para, depois, converter para reais. A liquidação financeira da operação de emissões externas do Tesouro está prevista para ocorrer em 23 de abril.
A operação foi liderada por bancos internacionais, entre eles BBVA, BNP Paribas, Bank of America e UBS. A corretora do UBS sinalizou a venda expressiva de dólares pela manhã, conforme relatos de traders.
Especialistas veem semelhança com o que ocorreu em fevereiro, quando houve venda forte de dólares uma semana após emissão externa e na data de liquidação dos títulos soberanos. O padrão envolve negociações mais intensas em contratos de dólar cheio do que nos contratos menores.
No cenário de venda e internalização de capital, observou-se melhora no dólar casado. O dólar futuro ficou mais próximo do dólar à vista, ajudando a reduzir o spread com os fed funds. A taxa de casado passou de ~1,45% para ~1,26%.
Na última internalização de capital pelo Tesouro, o Banco Central não rolou parte do estoque de swap cambial. Diante do bom desempenho do câmbio, operadores discutem a possibilidade de o BC manter parte dos swaps vencidos em maio sem rolar, o que reduziria novamente o estoque.
Entre na conversa da comunidade