- O fluxo externo para a B3 somou cerca de R$ 65 bilhões neste ano, direcionando-se principalmente aos papéis mais líquidos, via ações ou ETFs.
- Investidores institucionais locais retiraram aproximadamente R$ 50 bilhões da bolsa, ampliando o gap entre small caps e Ibovespa em desempenho e valuation.
- O Ibovespa tem impulsionado por alta de petroleiras como Petrobras e PRIO, que representam cerca de 15% do índice e subiram em torno de 50% desde janeiro.
- Mesmo com ganhos recentes, o SMAL11 está 20% abaixo do pico de meados de 2021, enquanto o Ibovespa registra altas de cerca de 20% neste ano e 60% desde 2021.
- Em valuation, Ibovespa está em 10,6x o lucro nos próximos doze meses, versus 9,3x para small caps, cenário que pode se reverter se juros caírem e a economia doméstica melhorar.
O fluxo externo impulsionou a B3 e ampliou o descolamento entre as small caps e o Ibovespa. Investidores estrangeiros direcionaram recursos para os ativos mais líquidos, elevando a valorização do Ibovespa e pressionando o SMAL11.
Dados compilados apontam que, neste ano, a B3 recebeu cerca de R$ 65 bilhões em investimentos externos, majoritariamente em ações líquidas ou via ETFs. Em contrapartida, investidores institucionais locais retiraram aproximadamente R$ 50 bilhões.
A diferença de desempenho se acentuou desde 2021, quando a alta da Selic penalizou varejistas e outros setores sensíveis a juros. Hoje, a percepção de cenário econômico e juros influencia a entrada de recursos em small caps.
A Petrobras e a PRIO puxaram o Ibovespa com alta de cerca de 50% desde janeiro, sustentados pela valorização do petróleo. Juntas, representam cerca de 15% do índice.
Desempenho relativo e valuation
O Ibovespa acumula ganhos de 20% no ano, 46% em 12 meses e 60% desde 2021. O SMAL11 avança 9% em 2026, 22% em 12 meses, mas registra queda de 14% em cinco anos.
O múltiplo do Ibovespa está em 10,6x no próximo 12 meses, pouco acima da média de 10,3x. Small caps negociam a 9,3x, com desconto de 10% frente à média histórica.
Essa convergência depende da queda de juros e de uma recuperação mais clara da economia doméstica, segundo especialistas ouvidos pelo setor. O timing do catch-up permanece incerto.
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