- Governo pretende lançar o novo programa de renegociação de dívidas no dia 1º de maio, data do Dia do Trabalhador, para buscar aumento de popularidade.
- O desenho final segue em discussão e deve ser fechado na próxima semana; o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o lançamento ocorrerá na semana seguinte.
- O objetivo é aliviar o orçamento de famílias endividadas, cuja renda está comprometida em 29,3% em janeiro, segundo o Banco Central.
- O Desenrola, nome dado à iniciativa, mira inicialmente pessoas que ganham até cinco salários mínimos com dívidas vencidas no cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal não consignado.
- A ideia é oferecer dívida mais barata, com taxa máxima prevista de 1,99% ao mês, e o programa ficará aberto por três meses.
Em busca de ampliar a popularidade, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva planeja lançar o novo programa de renegociação de dívidas no dia 1º de maio, feriado do Dia do Trabalhador. A ideia vem de interlocutores ouvidos pelo GLOBO. Pontos da proposta ainda estão em debate e devem ser fechados na próxima semana.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a equipe pretende dialogar com o presidente nos próximos dias sobre o lançamento. Ele afirmou que o programa deve ser anunciado ainda na próxima semana, sujeito a ajustes finais.
Detalhes do programa
O objetivo é aliviar o orçamento das famílias com o peso das dívidas, especialmente diante da alta relativa da renda e da inflação contida. Dados do Banco Central mostram que o endividamento da população atingiu 29,3% da renda em janeiro, o maior patamar da série histórica.
O Desenrola, nome já conhecido por iniciativas anteriores de Lula, será voltado inicialmente a quem ganha até cinco salários mínimos. O foco está em dívidas vencidas no cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal não consignado. A proposta prevê renegociação com taxa máxima de cerca de 1,99% ao mês e vigência de três meses.
Entre na conversa da comunidade