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Governo planeja usar receitas extras de petróleo para desonerações

Governo propõe usar receitas extras do petróleo para compensar desonerações temporárias de combustíveis, vigentes enquanto durar a guerra no Oriente Médio

Rio de Janeiro (RJ), 20/03/2026 - Preços dos combustíveis em posto Shell na Lapa. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
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  • O governo enviou ao Congresso o Projeto de Lei Complementar 114 de 2026, que cria mecanismo para reduzir tributos sobre combustíveis caso haja aumento de receitas com petróleo (royalties e venda do pré-sal).
  • O regime vale enquanto durar a guerra no Oriente Médio; se houver aumento de receitas, o presidente poderá editar decreto para desonerar tributos como PIS, Cofins e Cide sobre diesel, gasolina, etanol e biodiesel.
  • As reduções teriam duração de dois meses, com revisões após esse período; cada redução de R$ 0,10 nos tributos sobre a gasolina geraria cerca de R$ 800 milhões de impacto.
  • A articulação envolve o Congresso; reunião está marcada com líderes da Câmara, com apoio de presidentes da Câmara e do Senado.
  • Medidas recentes já incluíram desoneração do PIS/Cofins sobre o diesel e subsídios a diesel importado e nacional; tributos federais representam cerca de R$ 0,68 do preço final por litro, em média de R$ 6,77.

O governo federal enviou ao Congresso, nesta quinta-feira (23), o Projeto de Lei Complementar 114 de 2026. O objetivo é criar um mecanismo que reduza tributos sobre combustíveis caso haja aumento de receitas com petróleo. A proposta partiu do líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta.

A medida mira compensar impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis. O Ministério da Fazenda informou que não se trata de novos cortes diretos, mas de um mecanismo para mitigar efeitos adversos no curto prazo.

Proposta básica

Receitas extraordinárias de petróleo, como royalties e venda do pré-sal, seriam usadas para reverter tributos sobre diesel, gasolina, etanol e biodiesel. A desoneração ocorreria por dois meses, com revisão ao fim do período.

Condições e duração

Caso haja aumento de receitas, o presidente poderá editar decreto para aplicar as desonerações. O regime valeria enquanto durar a guerra, com ajustes conforme monitoramento fiscal.

Custo e referência

Segundo Bruno Moretti, ministro do Planejamento, a medida manteria neutralidade fiscal. Cada redução de R$ 0,10 nos tributos sobre a gasolina geraria cerca de R$ 800 milhões.

Articulação política

A discussão envolve o Congresso. José Guimarães, ministro das Relações Institucionais, afirma que haverá reunião com líderes da Câmara na próxima semana. Motta e Alcolumbre apoiam a proposta.

Contexto recente

O governo tem adotado medidas para conter altas de combustíveis, como desonerações de PIS/Cofins sobre o diesel e subsídios. A Petrobras aponta que tributos federais somam cerca de R$ 0,68 por litro num preço médio de R$ 6,77.

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