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Guerra no Irã revela dependência do Japão em importação de suprimentos médicos

Guerra no Irã revela dependência do Japão de plásticos médicos importados, elevando custos e ameaçando abastecimento de clínicas e consultórios

Suprimentos médicos são majoritariamente compostos por plásticos, que estão ficando mais caros devido à guerra no Oriente Médio
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  • A guerra no Irã expõe a dependência do Japão de importações de suprimentos médicos, especialmente plásticos usados em cuidados de saúde, com o Estreito de Ormuz fechado.
  • Em 2024, o Japão importou 41,6 bilhões de ienes em luvas médicas, com mais de 99% vindo do exterior; a Malásia responde por cerca de 60% da produção global de luvas descartáveis.
  • Até 20 de abril, cerca de 5.500 empresas solicitaram assistência para garantir suprimentos médicos; o governo anunciou que liberaria 50 milhões de luvas médicas de seu estoque a partir de maio.
  • Os preços de luvas e aventais cirúrgicos devem subir; o sistema de saúde, baseado em taxas de reembolso definidas pelo governo, tem dificuldade para repassar aumentos de custos dos materiais.
  • O Japão criou um apoio financeiro de US$ 10 bilhões para países do Sudeste Asiático para garantir o fornecimento de petróleo bruto e manter o abastecimento de materiais médicos e outros bens essenciais.

A guerra no Oriente Médio intensificou a dependência do Japão de importações de suprimentos médicos, especialmente plásticos usados na fabricação de itens hospitalares. O fechamento do Estreito de Ormuz reduziu o fluxo de petróleo e nafta, impactando a produção de materiais. Clínicas menores já sofrem com a escassez de luvas descartáveis.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, até 20 de abril, cerca de 5.500 empresas buscaram apoio para garantir suprimentos médicos. A maior parte são pequenos consultórios; o governo liberou 50 milhões de luvas médicas de estoque para maio.

O Japão importou 41,6 bilhões de ienes em luvas médicas em 2024, com produção nacional de apenas 300 milhões de ienes e mais de 99% do insumo vindo do exterior. Tubos de diálise tiveram similarly alta dependência de importação, somando 26,4 bilhões de ienes.

Mudanças na produção e impactos

A produção japonesa migrou para o Sudeste Asiático, onde o iene forte e menores custos de mão de obra favoreceram a prática. A Malásia passou a responder por cerca de 60% da produção global de luvas descartáveis, segundo especialistas.

Peças para equipamentos médicos avançados, fabricados por grandes grupos norte-americanos e europeus, também vêm do Sudeste Asiático, que enfrenta dificuldades na oferta de petróleo e nafta. Muitos itens utilizam plástico derivado da nafta, reforçando a vulnerabilidade.

Os preços dos materiais médicos estão subindo, ainda que a oferta atual atenda à demanda. Relatos apontam aumentos previstos para luvas e aventais cirúrgicos, o que complica o repasse de custos no sistema público de saúde japonês.

Apesar da escassez não ter se traduzido em casos de grandes hospitais, a percepção de piora no fornecimento aumentou entre os órgãos do setor. Especialistas defendem ajustes mais flexíveis nas taxas médicas e nos reembolsos.

Apoio internacional e perspectivas

Em resposta a riscos nas cadeias globais, o governo japonês destinou US$ 10 bilhões para apoiar países do Sudeste Asiático na garantia do petróleo bruto e de suprimentos médico-industriais, visando manter o abastecimento de itens essenciais.

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