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Juros futuros sobem com tensão geopolítica, leilão do Tesouro e política fiscal

Juros futuros sobem com guerra no Oriente Médio, leilão do Tesouro e incerteza fiscal; DI janeiro de 2027 vai a 14,14%

— Foto: Karolina Grabowska/Pexels
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  • Juros futuros avançaram em todos os vértices da curva a termo nesta quinta-feira, com pressão causada por fatores externos e internos.
  • No exterior, notícias conflitantes sobre a guerra no Oriente Médio elevaram a percepção de risco e indicam resolução mais distante.
  • No Brasil, o leilão de títulos prefixados do Tesouro adicionou risco ao mercado, após uma emissão robusta de NTN-B.
  • No fim da tarde, o mercado reagiu à possível redução do PIS/Cofins sobre combustíveis, alimentando preocupações sobre a política fiscal.
  • Ao final das operações, os DI futuros registraram: janeiro de 2027 de 13,98% para 14,14%; janeiro de 2028 de 13,425% para 13,71%; janeiro de 2029 de 13,265% para 13,575%; janeiro de 2031 de 13,36% para 13,625%.

O mercado financeiro brasileiro registrou alta nos juros futuros nesta quinta-feira (23), com ganhos em todos os vértices da curva a termo. Os contratos de DI apontaram elevação após pressionamento por fatores externos e internos, mantendo a inclinação da curva em níveis elevados. O movimento ocorreu mesmo com o ajuste de investimentos anterior, que já vinha em terreno positivo.

Localmente, o leilão de títulos prefixados do Tesouro Nacional contribuiu para a elevação das taxas, adicionando volume de risco ao mercado. Além disso, a emissão robusta de NTN-B, títulos atrelados à inflação, também foi observada no pregão, ampliando a percepção de volatilidade. No fim do dia, o mercado reagiu a especulações sobre possível redução de PIS/Cofins sobre combustíveis, o que elevou a preocupação com a política fiscal.

Fatores externos e domésticos-chave

Encerrados os negócios, a taxa do DI com vencimento em janeiro de 2027 subiu de 13,98% para 14,14%. O DI com vencimento em janeiro de 2028 passou de 13,425% para 13,71%. Já o DI de janeiro de 2029 avançou de 13,265% para 13,575%. O DI de janeiro de 2031 subiu de 13,36% para 13,625%.

O cenário externo manteve pressão, com notícias conflitantes sobre os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, elevando a percepção de risco global. No Brasil, o Tesouro Nacional realizou novo leilão de títulos prefixados, contribuindo para a volatilidade local. A agenda também acompanhou o debate sobre mudanças na política fiscal, com o mercado monitorando sinais de possíveis ajustes tributários sobre combustíveis.

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