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Justiça suspende novamente uso de imóveis públicos para cobrir rombo do BRB

Justiça do DF suspende uso de imóveis públicos para financiar rombo do Banco Master no BRB, restringindo venda de terrenos, fundo imobiliário e garantias de empréstimos

Justiça do Distrito Federal voltou a suspender o uso de imóveis públicos para cobrir o rombo do Banco Master BRB
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  • A Justiça do Distrito Federal suspendeu dispositivos da lei que autorizavam o governo do DF a capitalizar o BRB com nove imóveis públicos, venda de terrenos, estruturação de um fundo imobiliário e garantia de empréstimo.
  • A decisão, do desembargador Rômulo de Araújo Mendes, atende a pedido do Ministério Público e mantém apenas o que permite aporte por outras medidas, sem uso dos imóveis.
  • O governo argumenta que a medida pode causar danos ao patrimônio público, a serviços públicos e a bens ambientais, citando área que abriga recursos hídricos e recarga de aquífero.
  • O imóvel mais caro, a Gleba A, estimado em R$ 2,3 bilhões, integra a área ambiental Serrinha do Paranoá e foi alvo de questionamentos.
  • Em 22 de abril, os acionistas do BRB aprovaram proposta de aporte de até R$ 8,86 bilhões pelo governo, mas a administração ainda não informou como planeja realizar o aporte.

A Justiça do Distrito Federal suspendeu novamente o uso de imóveis públicos para cobrir o rombo do Banco Master no BRB. A decisão impede o governo do DF de oferecer terrenos, estruturar um fundo imobiliário ou garanti-lo com bens.

O desembargador Rômulo de Araújo Mendes atendeu a um pedido do Ministério Público. A medida suspende dispositivos da lei que autorizavam capitalizar o BRB por meio de nove imóveis públicos. Pontos que autorizavam outras formas de aporte permanecem.

O governo do DF poderia recorrer. A defesa argumenta que a medida pode causar danos ao patrimônio público, a serviços e ao meio ambiente, especialmente por áreas com recursos hídricos e recarga de aquífero.

Imóvel mais caro, a Gleba A, está avaliada em cerca de R$ 2,3 bilhões. O terreno fica na Serrinha do Paranoá e foi alvo de questionamentos judiciais. Outros imóveis também compõem a lista apresentada pelo Executivo.

Essa é a terceira decisão que restringe o uso de imóveis para o aporte. Em decisões anteriores, o governo conseguiu reverter provisoriamente, mas a insegurança jurídica persiste.

Desdobramentos legais e próximos passos

Nesta quarta-feira, 22, acionistas do BRB aprovaram abrir caminho para aporte de até R$ 8,86 bilhões. A administração não confirmou como fará o aporte, devido à falta de caixa.

O uso de imóveis era a estratégia principal do governo para levantar recursos. Não houve avanço significativo de outras medidas, como o fundo imobiliário ou a garantia de empréstimo pelo FGC.

A governadora Celina Leão (PP) administra o DF, substituindo o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB). A gestão busca solução para o BRB até o fim de maio, antes do início oficial da campanha eleitoral.

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