- Kenya investirá 39 bilhões de dólares em infraestrutura nos próximos anos, incluindo rodovias, barragens e a chamada “uralha ferroviária”.
- O projeto ferroviário, iniciado em 2013, deveria ligar Mombasa a Nairobi, ao litoral do Lago Vitória e à fronteira com Uganda, mas hoje percorre menos de dois terços do trajeto e partes têm apenas três trens por semana.
- O presidente William Ruto aposta na retomada da ferrovia, sem empréstimos da China, para impulsionar a economia e ampliar sua chance de vencer a reeleição.
- Ruto afirmou, em comício em Narok, que o retorno da ferrovia não é para “nenhum lugar” e que o plano pode levar o país a um estágio de país de primeira linha.
- O público tem resistido a aumento de impostos e ao aumento da dívida, conforme o governo avança com o pacote de infraestrutura.
O governo de Kenya reativou a recuperação de um projeto ferroviário iniciado em 2013, considerado por muitos como o que prometia transformar a East Africa. A obra planejada ligaria Mombasa a Nairobi, depois a região dos Grandes Lagos e, por fim, à fronteira com Uganda, totalizando quase 600 milhas. Hoje, menos de dois terços dos trilhos foram concluídos e parte da linha recebe apenas três trens por semana.
O presidente William Ruto atua para colocar o projeto de volta em prática, como parte de um pacote de infraestrutura avaliado em 39 bilhões de dólares para a próxima década. O objetivo declarado é impulsionar a economia do país e consolidar a gestão de Ruto junto aos apoiadores, em meio a uma disputa pública sobre impostos e endividamento.
Ruto defendeu, em comício realizado em Narok, que o ambicioso programa pode levar o país a um patamar de desenvolvimento superior, afirmando que a obra não é destinada a “nenhuma rota sem saída”. O discurso ocorreu perto da cidade de Narok, a poucos quilômetros do atual terminal ferroviário, com promessas de avanços significativos no transporte e na conectividade regional.
A aposta governamental envolve múltiplos projetos de infraestrutura, como estradas, barragens e o fim de obras pendentes da malha ferroviária. Analistas destacam que as fontes de financiamento e o ritmo de execução serão decisivos para a aceitação pública, diante de preocupações sobre custos futuros e transparência.
Entidades locais e especialistas ressaltam a importância de um plano claro de financiamento, metas com prazos e avaliações periódicas de impacto. Em meio às discussões, a população continua atenta a cobranças por serviços públicos, qualidade de vida e estabilidade econômica durante a implementação do pacote.
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