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Mercados acionários estão altos demais e devem cair, diz vice do Banco da Inglaterra

Deputada do Banco da Inglaterra diz que ações estão em máximas e podem cair; riscos macro e crédito privado não testado ameaçam o sistema financeiro

Sarah Breeden at a Bank of England meeting
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  • A vice-governadora do Banco da Inglaterra, Sarah Breeden, disse à BBC que os mercados de ações do mundo estão em patamar alto e devem recuar, já que os preços não refletem os riscos da economia global.
  • Ela não indicou quando nem quanto o ajuste ocorreria, mas destacou a possibilidade de o mercado ficar complacente diante de vários fatores de risco.
  • Breeden apontou riscos que podem se cristalizar ao mesmo tempo: choque macroeconômico, queda de confiança no crédito privado e reajustes de valuations relacionados à IA.
  • O mercado americano atingiu novas máximas históricas, impulsionado por investimentos em IA, mesmo com alertas da Agência Internacional de Energia sobre um choque energético global.
  • Ela alertou sobre o crescimento do sistema de crédito privado, o chamado “shadow banking”, que chegou a 2,5 trilhões de dólares nas últimas duas décadas e não foi testado em larga escala; o objetivo é manter o sistema financeiro resiliente caso haja queda brusca de preços.
  • No Reino Unido, o FTSE 100 está perto do seu recorde, dentro de cerca de 5%, apesar de não abrigar grandes empresas de IA.

O Bank of England sinalizou que os mercados de ações podem recuar globalmente, afirmando que os preços atuais não refletem os diversos riscos que a economia mundial enfrenta. A constatação foi feita pela vice-governadora Sarah Breeden, em entrevista à BBC.

Breeden, que também lidera a área de estabilidade financeira do banco, explicou que observou uma discrepância entre o otimismo de mercado e fatores de risco ainda presentes. Ela não indicou quando a queda ocorreria nem o seu tamanho.

Ela afirmou ainda que preocupa a possibilidade de vários riscos se cristalizarem ao mesmo tempo, como choques macroeconômicos, atrito na confiança em crédito privado e reajustes de valuations associadas à IA. O cenário, segundo ela, exigiria preparação do sistema financeiro.

No cenário global, o mercado acionário norte-americano tem registrado novas máximas, impulsionado por empresas de tecnologia e pela aposta em infraestrutura de IA. Mesmo com avisos sobre um possível choque energético, o mercado de ações dos EUA segue em trajetória de altas.

A desaceleração de fundos que atuam como bancos privados, que chegaram a restringir saques de investidores, também é apontada pela autoridade como sinal de vulnerabilidade no sistema financeiro. Breeden destacou que o crescimento do crédito privado não tem sido testado em larga escala.

No Reino Unido, o índice FTSE 100 também está próximo de seus recordes, ainda que não haja a mesma concentração de empresas de IA presentes nos EUA. A vice-governadora ressaltou que seu papel não é prever o momento de queda, mas garantir a resiliência do sistema financeiro.

Breeden reforçou que a prioridade é entender como as quedas de preço podem ocorrer e qual seria o impacto econômico. Ela destacou que a análise não aponta para um prazo específico, mas foca em preparar o sistema para eventualidades.

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