- Bolsas da Europa e dos Estados Unidos operam em queda, com o índice de medo subindo 2,7% e o Dow Jones futuros em baixa; na Europa, Dax cai 0,40%, Espanha -1%, Reino Unido -0,6% e Paris sobe 0,22%.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, estendeu o cessar-fogo com o Irã por tempo indeterminado, citando negociação de paz; ele ressaltou que o Irã está em “colapso financeiro” por causa do fechamento do Estreito de Ormuz.
- Incidentes no Golfo ocorreram, incluindo um navio porta-contêineres atingido perto de Omã e um cargueiro imobilizado; Teerã ameaça retomar ataques, mantendo o bloqueio naval dos EUA.
- Mediadores paquistaneses e a ONU elogiam a prorrogação do cessar-fogo e tentativas de um novo ciclo de negociações; desde o início do conflito, já houve milhares de mortes e impactos econômicos globais.
- Israel e Líbano devem iniciar novas negociações em Washington; ataques israelenses em Al Bayda, no sul do Líbano, e no Bekaa deixaram pelo menos uma pessoa morta.
Os principais índices acionários da Europa e dos EUA operavam em queda nesta quinta-feira, 23, diante de tensões no Oriente Médio e de um novo cessar-fogo. O receio é de interrupção do Estreito de Ormuz e alta de petróleo, com reflexos potenciais sobre juros e inflação.
Na prática, o Dax caiu 0,40%, a Espanha ficou -1,0% e o FTSE 100 recuou 0,6%. Paris subiu 0,22%. Nos EUA, o índice VIX, conhecido como “medo”, subiu 2,7% e o Dow Jones futures caiu 0,62%. No continente asiático, houve quedas generalizadas.
Tensões no Golfo e cessar-fogo
Trump prorrogou por tempo indeterminado o cessar-fogo com o Irã para favorecer negociações de paz, afirmando que o Irã estaria em colapso financeiro por causa do bloqueio do Estreito de Ormuz. O Irã não confirmou a prorrogação de imediato.
Um navio porta-contêineres foi atingido por disparos perto de Omã, segundo a UKMTO, sem vítimas. Um cargueiro que deixava o Irã ficou imobilizado após nova investida, conforme a UMKTO; não houve relatos de feridos.
Contexto do conflito
Desde o início da guerra na região, em fevereiro, ocorreram negociações em Islamabad que não resultaram em acordo. O Paquistão atua como mediador para um novo ciclo de conversas, com impacto relevante na economia global devido à relação com petróleo.
O ministro iraniano da Agricultura afirmou que o bloqueio naval norte-americano não afeta a capacidade de fornecer alimentos básicos ao país. Ele ressaltou a produção nacional de itens essenciais para a segurança alimentar.
Reações internacionais e impactos
Trump reiterou o desejo de que Teerã apresente uma proposta para encerrar o conflito, mantendo o bloqueio de portos iranianos. Em Davos, não há confirmação de reavaliação de postura. O Paquistão recebeu a prorrogação com simpatia; a ONU também elogiou o movimento como avanço para a desescalada.
O Irã havia advertido que poderia retomar ataques aos países do Golfo caso haja continuidade de tensões. O anúncio de hoje ocorreu em meio a cautela sobre fornecimento de petróleo no mercado global.
Situação no Líbano e negociações
Enquanto isso, Israel e Líbano devem realizar novas negociações diretas em Washington, com participação de embaixadores. Em torno do conflito, o Exército libanês informou ataques israelenses que resultaram em mortes na região de Bekaa.
O balanço oficial do Líbano aponta milhares de mortos desde o início da Guerra, com impactos humanitários significativos e incerteza quanto ao desfecho das negociações.
Contexto local e social
Antes da extensão da trégua, houve pedidos internacionais para que o Irã liberasse mulheres sob risco de execução. No Irã, aeroportos reabriram e a vida cotidiana começa a retornar gradualmente ao normal, apesar da persistência dos temores de nova escalada.
Dados sobre a evolução do conflito continuam sendo acompanhados por agências internacionais, com ênfase em reduzir riscos para o abastecimento global de energia e estabilizar mercados.
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