- A OCDE não vê, como cenário base, risco de estagflação devido à guerra no Oriente Médio.
- O conflito entre EUA, Israel e Irã bloqueou a navegação pelo Estreito de Ormuz, elevando os preços do petróleo.
- O secretário-geral Mathias Cormann disse que não há perspectiva de estagflação como na década de 1970.
- A inflação hoje é impulsionada por um choque de oferta no setor de energia, e não pela demanda.
- A OCDE destaca que a economia global possui fontes de força subjacentes e não aponta sinais de fraqueza prolongada.
O secretário-geral da OCDE afirmou não ver, como cenário base, risco de estagflação decorrente da guerra no Oriente Médio. Em fala durante fórum econômico na Grécia, ele explicou que a inflação atual é alimentada sobretudo por um choque de oferta no setor de energia, e não pela demanda agregada.
A declaração foi feita em Delfos, onde Mathias Cormann ressaltou que a economia global ainda apresenta bases de força. Segundo ele, o cenário atual difere do observado na década de 1970, quando a combinação de inflação alta, baixo crescimento e desemprego impactou várias nações.
Contexto de mercado e impactos
A tensão envolvendo EUA, Israel e Irã elevou a percepção de interrupção na navegação pelo Estreito de Ormuz, contribuindo para a alta recente nos preços do petróleo. Economistas destacam que o efeito tende a pressionar custos de energia em várias economias.
Perspectiva da OCDE
Cormann enfatizou que a OCDE monitora de perto indicadores de inflação, produção e emprego. Embora reconheça riscos de volatilidade, a organização mantém o otimismo moderado quanto à capacidade das economias de absorver choques energéticos sem desencadear estagflação._DIFF
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